Depois da primeira parte (C1 §1) do capítulo 1 que introduz João Afonso, personagem à volta da qual se desenrola o enredo de «O último fôlego», eis que aí está o C1 §2 que nos transporta juntamente com o inquieto jornalista para sua meninice decorrida entre a calmaria, e a reviravolta, do reacender pela causa etarra no País Basco, em plena viragem do ano 1977 para 78.
E tu, vais perder os novos desenvolvimentos?
[a continuar nas próximas 24h]
Para onde eu vou, o quê é que eu faço?
Em que tom vivo? Aperto o laço...
Quantas vezes te riste? Imprimiste o teu cunho? Estico a camisa, abotoo o punho.
Sê livre em consciência perante as encruzilhadas da vida. Continuas a ser o mesmo ainda que o espelho não to diga.
Componho o cabelo e verifico o fato. Endireito o vinco, ato o sapato. Viro costas, saio porta fora: Podes contornar meio mundo, mas não os valores de outrora.
Porque um dia regressas e então constatas:
- Aqui estou eu vestido de gala,
é a puta da vida, que um dia nos cala.
(O último fôlego, é um novo projeto que me proponho a percorrer. Assim não me faltem as forças, para o ver crescer.)
Começa-mos com o pé esquerdo. Perdemos!
E depois? Quantas vezes já nos erguemos?
Quantas já nos levantamos? Quantas mais ainda perderemos?
...não entende a magnitude de ver os seus, de suas nobres vestes reais trajadas.
Azuis e brancas,erguem a bandeira.
Em tempos monarquia, agora, sem eira nem beira.
A esperança polula entre homens dignos e por isso envergam escudo nacional ao peito, invocando. Seu lema: não envorgonhar suas gentes, lutando.
Com um atrevimento conquistador desmesurado dobram cabos das tormentas.
Temerosos. Mas lutam sem medo.Corajosos.
Que se lança pelo mar a dentro, por tubarões do velho continente dominado.
A cada ano, em busca de mais glórias, partem na descoberta, com ímpeto renovado.
Foi por isso que os próprios mouros antes pré-dominantes se renderam.
Vitória! Venceram.
Primeiro conquistaram o mundo, e vede que agora nasce um luso profundo, em qualquer lado . Existirá coisa igual?
E conjogou Homem de Mello: "Como não por no Porto uma esperança, se daqui houve nome Portugal?"
AMO-TE, Porto.
«Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions!»
Dedicado à minha fiel mulher de armas, Esperança Vitória, de sua graça.
Porque há amores assim.