É pá, Isto do blá-blá-blá no Natal não será tudo mas é uma grande fantochada
Clap. Clap, Clap! Boas Festas.
Paulo Jerónimo
É pá, Isto do blá-blá-blá no Natal não será tudo mas é uma grande fantochada
Clap. Clap, Clap! Boas Festas.
Paulo Jerónimo

O gesto do Jornalista que se despede diariamente no serão dos portugueses com um piscar de olho malandreco nunca mais será o mesmo.
Com aquele piscar de olho do José ao terminar os telejornais, os portugueses passarão a lembrar-se: "Olha-me este, que diz que Cristo não era Cristão" - como se alguém pudesse nascer conotado com uma filosofia que só na idade adulta viria a lançar ou divulgar.
Ou como se fosse alguma novidade que Jesus era Judeu, segundo as suas raízes de linhagem e conforme a "profecia do prometido salvador dos judeus"...
Ou ainda, como se o cristianismo não passasse a ser alicerçado e difundido enquanto filosofia universalmente reconhecida, sobretudo, somente a partir do Século II depois de Cristo, com a Fundação da Igreja Católica.
A segunda acusação que fez furor por estes dias com a divulgação do novo romance de José Rodrigues dos Santos, "O Último Segredo", passa por por a nu a realidade de que a "Virgem Maria" não é merecedora do título.
Será evidente a reacção hostil de um comum católico que seja confrontado com esta verdade bíblica, a de que segundo as evidencias do novo testamento, Maria de Nazaré, tendo sido concebido seu primeiro filho enquanto rapariga virgem, "por obra e graça do Espírito Santo" , que a mesma perderia essa condição no seu casamento com José, sendo inclusive descriminados vários nomes dos filhos que o casal veio a ter, "Irmãos mais novos de Jesus".
O que não havia necessidade, digo eu... era do JRS querer buscar publicidade gratuita desta forma baixa, que tal como dizia de José Saramago, e tratando-se de escritores com créditos reconhecidos, dispensavam-se de piscares de olhos provocadores à Igreja, não?
Pois agora, ó José, tu que pensas ter redescoberto a fórmula da pólvora para o sucesso literário, deixo-te aqui mais estas dicas de outros bons dogmas católicos facilmente desmontados pelo próprio relato bíblico, para que possas fundamentar novos enredos das tuas futuras "estórias":
Paulo Jerónimo
O incêndio voluntário, esta semana, dos locais do semanário satírico Francês, Charlie Hebdo, levanta interrogações. Link
Por solidariedade, o diário, Libération, alojou os jornalistas e a redação de Charlie Hebdo.
Quem quer destruir a liberdade de imprensa e, sobretudo, o riso?
Os monoteísmos nunca aceitaram a liberdade de consciência.
Integristas católicos atacam hospitais e clinícas que praticam a interrupção voluntária de gravidez...
Integristas mulçumanos não respeitam a liberdade de imprensa...
Charlie Hebdo é vendido em Portugal. Ajudar-te-á melhor que a leitura de A Bola
Este post pode ser lido como a continuação de: Nem Deus, nem Futebol.
Nuno

Nunca fui testemunha de Jeová.
Não farei qualquer comentário quanto à crença de cada um ou cada uma. Penso que a crença releva da esfera privada.
E respeito isso.
Em contrapartida, fiquei meio atónito quando descobri este panfleto na minha caixa de correio.
As Grandes Descobertas Portuguesas nunca existiram? A Conquista do Oceano Atlântico nunca existiu?
A Carta de Pêro Vaz de Caminha que faz parte dos textos da memória da humanidade, segundo a Unesco, será que nunca existiu?
Ou será que a cultura Índia destrói mitos (Link) ?
De Roma chega-se, por magia, aos Estados Unidos?
Foto: Panfleto das Testemunhas de Jeová Francesas de 2011.
Nuno

O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.
Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.
Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo... Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.
Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.
A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.
O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.
Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.
Leia-se:
A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira...
O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes... Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais "dificultuoso" ("difficultueux" no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante...
Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível
Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.
Nuno
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Discurso de Art Spiegelman, aquando a atribuição do Sonderpreis, a 16 de Junho de 1990, Salão da BD de Erlangen (RFA):
"É uma coisa estranha, para um rato, receber um prémio doado por uma assembleia de gatos; Por ter contado a maneira como os gatos mataram os ratos. É uma coisa estranha, para mim, Judeu, estar, aqui, na Alemanha, para receber um prémio; Por descrever como os vossos pais e os vossos avôs foram cúmplices do assassinato dos meus avôs e da minha família. É estranho também para vós de me entregar este prémio; Isso, não é sem problema. Como poderiam não mo ter entregue? Isso, poderia ser interpretado como uma ausência de sensibilidade, sob o ponto de vista da nossa história comum. Por um outro lado, dar-me este prémio poderia ser entendido como o resultado duma consciência culpável, uma espécie de reparação de guerra ao filho dum "escapado".
Ach! Ei-los bem os Judeus a falarem de novo de culpabilidade num serão tão belo! Nós temos uma longínqua tradição para infligir a culpabilidade que nos chega, directamente, desses abomináveis dez mandamentos (" Não fodas a mulher do teu vizinho", "Sê gentil com o teu papai e a tua mamai"). É mais educado falar em remorsos ou na responsabilidade do que na culpabilidade. É um conceito desagradável: A culpabilidade. Mas, apesar de tudo, penso que não merece a sua má reputação. Eu mesmo sinto-me culpado por imensas coisas: Pelos sem abrigo em Nova Iorque, pelos meus pensamentos impuros, pela masturbação, por não utilizar produtos recicláveis - e a culpabilidade talvez seja o agente civilizador mais útil, para impedir que as pessoas não se comportem de modo ainda pior do que poderiam fazer duma outra maneira. É talvez uma coisa explosiva viver com a culpabilidade, mas é talvez o preço que nós humanos devemos pagar para aprender a verdadeira compreensão.
E, francamente, sentir-me-ia em mais segurança numa Alemanha culpável do que numa Alemanha deixando-se cair na euforia nacionalista, neste presente em que me parece que, duma certa maneira, ela ganhou a Segunda Guerra Mundial, após quarenta e cinco anos.
Vejam, o meu pai nunca mais quis pôr um pé na Alemanha após a guerra. Nunca recebeu um pão com a forma Max e Moritz ( prémio tradicional do Salão da BD d' Erlangen) da parte dos vossos pais ou avôs. O seu pão tinha a forma dum caixão e, na maior parte das vezes, nem sequer havia isso. O meu pai zangava-se, quando eu comprava o que quer seja fabricado na Alemanha. Andava muito zangado que desenhasse com uma caneta Rotring fabricada na Alemanha. Quando era criança, achava a sua atitude ridícula, mas, agora, penso ele tinha razão. Os Rotring proporcionam um traço intenso e mecânico. Desenho, agora, exclusivamente com uma caneta Pelikan: É mais flexível e viva. Danke schon por este prémio."
Art Spiegelman
Este post deve ser lido como a continuação de Maus: Uma obra Prima da Bd
Fonte: L'Autre Journal nº5, oct 1990, p. 194
Nuno
Os trolls, contrariamente ao que se poderia em aparência pensar, fazem parte da mitologia Nórdica. São seres agressivos que povoam as lendas e as montanhas da Noruega.
The Troll Hunter, realizado por André Ovredal, não é Indiana Jones. Mas é um filme que me parece de muita qualidade, tendo-se em conta os muito poucos meios disponíveis para a rodagem.
Nuno
É com agrado que se constata a ideia que o Presidente do FC Porto tinha nesta matéria para o clube. Esperemos que a grelha do Porto Canal possa vir a crescer de conteúdos FCP mantendo em mente esta linha orientadora apresentada.
Sempre estive algo espectante, pela negativa, sobre a possibilidade de o FC Porto poder vir a ter um canal de Tv, temendo que o clube pudesse vir a cair na tentação de seguir o rumo da maioria dos alinhamentos televisivos estilo "Televisão de Seita" conforme grandes nomes do futebol mundial têm adoptado para seus canais, e caminho pelo qual o canal do clube português mais popular alinha desde o 1º minuto, o que inclusive e declaradamente envergonha boa parte dos seus adeptos. (link 1, 2)
Portanto, que o novo Porto Canal assim nunca decepcione.
... É que, "o dia do juízo final" estava marcado para hoje...
O vídeo presente, do filme já anteriormente aqui abordado de raspão, apenas serve de mote para introdução, mais do que de um post, de um tema, que abrange e interessa a bilhões da humanidade: A Bíblia Sagrada.
Sintetizando, a Bíblia pode-se considerar uma interpretação religiosa do motivo da existência do homem na terra sob a perspectiva Judeia, narrada por humanos mas considerada igualmente por praticamente todos os credos cristãos como que divinamente inspirada.
Por ela, milhões de pessoas já viveram, morreram, se refugiaram, foram queimadas e massacradas, se reforçaram e inspiraram, ou pura e premeditadamente a ignoraram ou subvalorizaram.
Uma coisa é certa: acerca de sua existência poucos lhe serão "ignorantes", quanto mais não seja, sobre sua relevância, e facilmente dela terão uma opinião formada.
Por ela, Gutenberg inventou a primeira prensa de impressão que seria o despoletar da página imprensa e duplicação em massa, e a partir dai para sempre, para todo o tema, género e formato. É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade 7 vezes maior que o número de cópias do 2º da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos no mundo.
É atestada como tendo sida escrita por cerca de 60 homens, não contemporâneos, e que distam do primeiro (Moisés) ao último (O Apóstolo João) de um período aproximado de 1500 anos.
As duas maiores parábolas e as mais nucleares deste livro, pessoalmente encontro-as precisamente, não no novo testamento donde se baseariam os fundamentos de toda uma cristandade, mas sim no velho testamento, no primeiro livro de Génesis na questão de a autoridade e dependência à um Deus criador ser questionada pelos seus recém criados humanos através de uma faculdade atribuída pelo mesmo criador: a do livre arbítrio (tema aqui abordado) e intrinsecamente ligado a todo o "enredo bíblico", e a segunda grande questão pode ser encontrada no livro de Jó, quando novamente a figura de Satanás o Diabo intervém, e acusa de interesseiros os homens fiéis a Deus, pois que o servem à custa da busca segura e egoísta de protecção e bênção divina - veja-se o exemplo das promessas religiosas típicas dos católicos - e que tal "escudo protector" a ser-lhes retirado (por Deus, leia-se) qualquer homem sucumbirá, advoga o Diabo, sendo que Deus assim "picado", por uma segunda vez admite tal tipo de prova à humanidade.
A "salvação" do homem dependerá portanto da superação e bom sucesso destas duas provas, planos ainda em execução, aos quais passarão os humanos aprovados merecedores de uma segunda fase da história da humanidade: um mundo "paradisíaco" liberto da interferência maléfica de Satanás, destruído que será.
Um dos riscos de se aprofundar o conhecimento bíblico directamente a partir da fonte, do próprio livro sagrado, é que quanto mais se aprofunda a Bíblia de forma independente e mente aberta, tanto mais se corre o risco do crente se vir a tornar agnóstico - filosofia de quem acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida. Por mim falo.
Por isso há também milhares de fiéis da cristandade que são "formatados" para não acederem a Bíblia, sendo este um privilégio interpretativo dos Clérigos altamente doutrinados para tal, e vendido como "mistérios" para todos os demais.
Daí o poder deste livro e de quem souber descodifica-lo, ou colar-lhe a sua própria interpretação, que voltando ao vídeo e filme inicial, este post poderia ser também relacionado como que tratando de alguns dados adicionais para uma breve interpretação das entrelinhas na mensagem do argumentista Gary Whitta em "O Livro de Eli" realizado pelos irmãos Hudge.

A revista "Télérama" de 13 de Abril do ano em curso apresenta um artigo muito interessante.
No estado do Piauí existe um imenso tesouro arqueológico.
Os desenhos pré-históricos, em aparência, pouco ou nada diferem dos das grutas de Lascaux ou do sítio de Foz de Coa...
Todavia, prestando-se atenção, verifica-se que certos desenhos rupestres descobertos por Niède Guidon ( em 1964 ) remetem, explicitamente, para representações sexuais.
Por associação de ideias e após longos anos de leituras e de conversas animadas, questionei-me sobre o porquê do nascimento do interdito do incesto.
Sem este interdito poderia a raça humana ter evoluído? E porque é que os chimpanzés, tão próximos de nós, quando criados em reservas, ou seja, em contacto connosco não praticam o incesto? E, contrariamente, porque é que quando vivem em liberdade o praticam ?
O que talvez tenha morto a sua evolução ?
Parecem-me questões pertinentes.
Documento : Télérama, nº3196, 2011, p.23
Nuno

Nuno Álvares Pereira e Jeanne D'Arc foram e são figuras emblemáticas dos seus países respectivos.
Ambos criaram alicerces, pelo pior ou/e pelo melhor, para que a noção de nação se desenhasse séculos mais tarde.
Ambos foram chefes de guerra.
Um é homem e uma é mulher. Ambos foram guerreiros e ambos foram santificados pela igreja.
O que me questiona é saber até que ponto a estátua de Nuno Álvares Pereira se pode diferenciar, esteticamente, da de Jeanne d' Arc ?
Homem ou mulher ?
A delegação Francesa da Fundação Calouste Glubenkian organizou dia 9 de Dezembro uma conferência-debate às 18h30 : " Nuno Álvares et Jeanne d'Arc : L' Histoire et le mythe ".
Esta foi animada por Luís Adão da Fonseca da Universidade do Porto e pela historiadora Évelyne Morin-Rotureau.
Quem foi Nuno Álvares Pereira e quem foi Jeanne D'Arc nesta conferência-debate ?
Parabéns à delegação Francesa da Gulbenkian por tal iniciativa.
Este post pode ser lido como uma continuação de "As línguas têm um sexo ?"
Nuno

Portugal é o terceiro país, na história recente, após a França e a Suissa, a conhecer uma República.
Num contexto Europeu dominado pela monarquia, a proclamação da República, em 1910, incomoda.
Portugal é um pequeno país. E incomoda que num pequeno país se saiba pensar.
O reconhecimento de filhos ilegítimos, o reconhecimento de filhos casais adúlteros, a lei do divórcio são aspectos que revolucionaram o pensamento Europeu.
Pertencem à primeira República Portuguesa tais ideias.
O Salazarismo varrerá todas estas questões pertinentes : A ordem Papal ou / e da Igreja será estabelecida de novo !
O papel da Primeira República será essencial na defesa da Língua Portuguesa e no combate contra o analfabetismo, graças a uma reforma da ortografia.
A Monarquia desprezava a língua e a culinária Portuguesa. Contra documentos nada a acrescentar !
É com os Repúblicanos que nasce a noção de nação Portuguesa. Algo complicado a discursar.
Segue aqui a foto da ementa da refeição privada de Dom Carlos, aquando a sua vinda à Covilhã.
Triste monarquia que desprezava a língua do Povo Português !
Foto : Jornal do Fundão, 2 de Set de 2010
Nuno

Nos últimos dois séculos as sociedades ocidentais sofreram uma intensa secularização.
Por um lado, o sistema económico (capitalismo) privilegia os valores materiais em detrimento dos valores espirituais.
Por outro, a ciência transformou-se numa nova religião que se assume como capaz de responder a todas as questões.
Quantas e quantas das verdades cientificas não passarão de mera fé?

Ano 1919, Highlands : Hank encontra num sonho estranho uma vidente que pertence à Ordem dos Dragões.
E esta revelha-lhe a que horas poderá matar Hitler , antes que este não seja o Fuhrer.
Em Munich, Daria avança com inquérito sobre mortes estranhas.
Dois destinos se cruzam : O de Hanq que pensa que pode impedir a segunda guerra mundial e o de Daria que busca a imortalidade.
O cenário é de Istin, o desenho é de Bonneti e as cores são de Quéméner.
Imagem : Capa do álbum , ed. Soleil, Julho 2010 : L' Ordre des Dragons
Nuno
En 1919, dans les Higlands, Hunk recontre en rêve le fantôme d'une voyante appartennant à l 'Ordre des Dragons.
Elle lui révèle l'endroit et l'heure auxquels il pourra tuer Hitler, avant qu'il ne devienne le Fuhrer.
À Munich Daria Fulci enquête sur des meurtres étranges.
Deux destins se croisent : celui de Hank qui pense pouvoir empêcher la seconde guerre mondiale, et celui de Daria, en quête d'immortalité.
Le scénario est de Istin, le dessin est de Bonneti, et les couleurs sont de Quéméner.
Image : Couverture de l'oeuvre, ed Soleil, Juillet 2010 : L' Ordre des Dragons
Nuno