Terça-feira, 04 de Outubro de 2011
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A Bd Portugal não é uma obra de leitura fácil.
Se o belo grafismo do autor, Cyril Pedrosa, é fácil e deslizante, já menos poderão ser os sentimentos complexos que o autor trata na sua obra.
Não creio que esta Bd seja uma obra, meramente, autobiográfica.
Existem, todavia, nela aspectos que reenviam para a memória: Simon Muchat, autor de Bd, deixou de ter inspiração criativa e parte em busca das suas origens, desaguando em Portugal. E desagua em Portugal porque é convidado para um festival de Bd.
Portugal é o país do avô de Simon Muchat. E Simon Muchat descobre, pouco a pouco, uma parte das suas origens.
A reflexão que nos livra Cyril Pedrosa é leve. Mas, ao mesmo tempo, grave porque questiona as relações que os adultos podem ter com o seu passado e com a sua infância.
Esta Bd é, actualmente, um dos maiores sucessos da "Rentrée", sendo destacada quer nas livrarias especializadas quer nas revistas especializadas.
O Albúm foi editado graças ao apoio do "Centre National du Livre".
E, graças a este apoio, a Bd não foi publicada, passem-me a expressão, em fatias de salpicão, ou seja, em folhetins.
Foto: Prancha da Bd.
Nuno