Parece-me interessante ler ou descobrir que o editorial de Vincent Giret do diário Francês "Libération" de sábado dia 5 de Junho, começa com uma citação de Michel Serres:
Escreve este filósofo : " A espécie humana perdeu os seus laços com a terra, com o planeta, os seus ritmos, os seus limites e os seus perigos ; Os políticos não estão armados, intelectualmente, para afrontar a crise climatérica. "
Não deixa de ser curioso que os índios, quer do Norte quer do Sul, do continente Americano, contassem :
"Quando a última árvore morrer, quando o último riacho terá sido envenedado, quando o último peixe terá sido comido, saberemos então que o dinheiro não se come. "
Fonte : Libé, p.2, 5 de Jun de 2011 / Foto : Cabeça troféu Munduruku, Térérama hors série, Março 2005.
O vídeo presente, do filme já anteriormente aqui abordado de raspão, apenas serve de mote para introdução, mais do que de um post, de um tema, que abrange e interessa a bilhões da humanidade: A Bíblia Sagrada.
Sintetizando, a Bíblia pode-se considerar uma interpretação religiosa do motivo da existência do homem na terra sob a perspectiva Judeia, narrada por humanos mas considerada igualmente por praticamente todos os credos cristãos como que divinamente inspirada.
Por ela, milhões de pessoas já viveram, morreram, se refugiaram, foram queimadas e massacradas, se reforçaram e inspiraram, ou pura e premeditadamente a ignoraram ou subvalorizaram.
Uma coisa é certa: acerca de sua existência poucos lhe serão "ignorantes", quanto mais não seja, sobre sua relevância, e facilmente dela terão uma opinião formada.
Por ela, Gutenberg inventou a primeira prensa de impressão que seria o despoletar da página imprensa e duplicação em massa, e a partir dai para sempre, para todo o tema, género e formato. É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade 7 vezes maior que o número de cópias do 2º da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos no mundo.
É atestada como tendo sida escrita por cerca de 60 homens, não contemporâneos, e que distam do primeiro (Moisés) ao último (O Apóstolo João) de um período aproximado de 1500 anos.
As duas maiores parábolas e as mais nucleares deste livro, pessoalmente encontro-as precisamente, não no novo testamento donde se baseariam os fundamentos de toda uma cristandade, mas sim no velho testamento, no primeiro livro de Génesis na questão de a autoridade e dependência à um Deus criador ser questionada pelos seus recém criados humanos através de uma faculdade atribuída pelo mesmo criador: a do livre arbítrio (tema aqui abordado) e intrinsecamente ligado a todo o "enredo bíblico", e a segunda grande questão pode ser encontrada no livro de Jó, quando novamente a figura de Satanás o Diabo intervém, e acusa de interesseiros os homens fiéis a Deus, pois que o servem à custa da busca segura e egoísta de protecção e bênção divina - veja-se o exemplo das promessas religiosas típicas dos católicos - e que tal "escudo protector" a ser-lhes retirado (por Deus, leia-se) qualquer homem sucumbirá, advoga o Diabo, sendo que Deus assim "picado", por uma segunda vez admite tal tipo de prova à humanidade.
A "salvação" do homem dependerá portanto da superação e bom sucesso destas duas provas, planos ainda em execução, aos quais passarão os humanos aprovados merecedores de uma segunda fase da história da humanidade: um mundo "paradisíaco" liberto da interferência maléfica de Satanás, destruído que será.
Um dos riscos de se aprofundar o conhecimento bíblico directamente a partir da fonte, do próprio livro sagrado, é que quanto mais se aprofunda a Bíblia de forma independente e mente aberta, tanto mais se corre o risco do crente se vir a tornar agnóstico - filosofia de quem acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida. Por mim falo.
Por isso há também milhares de fiéis da cristandade que são "formatados" para não acederem a Bíblia, sendo este um privilégio interpretativo dos Clérigos altamente doutrinados para tal, e vendido como "mistérios" para todos os demais.
Daí o poder deste livro e de quem souber descodifica-lo, ou colar-lhe a sua própria interpretação, que voltando ao vídeo e filme inicial, este post poderia ser também relacionado como que tratando de alguns dados adicionais para uma breve interpretação das entrelinhas na mensagem do argumentista Gary Whitta em "O Livro de Eli" realizado pelos irmãos Hudge.
A revista "Télérama" de 13 de Abril do ano em curso apresenta um artigo muito interessante.
No estado do Piauí existe um imenso tesouro arqueológico.
Os desenhos pré-históricos, em aparência, pouco ou nada diferem dos das grutas de Lascaux ou do sítio de Foz de Coa...
Todavia, prestando-se atenção, verifica-se que certos desenhos rupestres descobertos por Niède Guidon ( em 1964 ) remetem, explicitamente, para representações sexuais.
Por associação de ideias e após longos anos de leituras e de conversas animadas, questionei-me sobre o porquê do nascimento do interdito do incesto.
Sem este interdito poderia a raça humana ter evoluído? E porque é que os chimpanzés, tão próximos de nós, quando criados em reservas, ou seja, em contacto connosco não praticam o incesto? E, contrariamente, porque é que quando vivem em liberdade o praticam ?
Ainda na senda de música metálica com ligações francesas, o álbum em vinil aqui presente, Willcox - 'Hot Blood' (1984), foi uma agradável surpresa descoberta numa colecção de vinil que adquiri recentemente.
É que não deixa de ser estranho a mistura da cultura francesa com a pronuncia inglesa...
Os irmãos WillCox são 4 Britânicos, que viveram em França onde lançaram este seu segundo e último álbum.
A composição da banda conta então com:
Sammy Willcox : voz, Guitarra baixo
Peter Willcox : Voz, Gitarra Terry Willcox : Voz, Teclas Philippe Vandamme : Guitarra
Nas trilhas deste vinil, disponível para descarga aqui, ou aqui , para além do primeiro tema que este post apresenta, e que dá nome ao disco: 'Hot Blood' , contam-se e cantam-se ainda:
Lado A
Lado B
01 Hot Blood 02 Rock Boy 03 Our Love is Gone 04 Love Child
05 Cut Down By Love 06 Be Your Hero 07 Hold on We Comin' On 08 Heart on Fire
O quinze de França, após ter conhecido a sua primeira derrota contra a Itália, no âmbito do Torneio das Seis Nações, ganhou sem dificuldades o jogo seguinte contra o País de Gales (28-9).
Porém, a derrota contra a Itália não abriu corredores para múltiplos questionamentos. E parece que, como manda a tradição, o selecionador Francês só pensava na terceira parte, tão característica do rugbi.
É assim que Marc Lièvremont, selecionador Francês, sem qualquer receio, após o jogo contra o País de Gales começa a sua conferência de imprensa :
"Tenho que confessar que estou impaciente em poder deixar esta sala para poder ir beber uma cerveja "
Fonte : Libé, 21 de Março de 2011 / Ilustração : Prancha da Bd : Les Rugbymen
Nuno Álvares Pereira e Jeanne D'Arc foram e são figuras emblemáticas dos seus países respectivos.
Ambos criaram alicerces, pelo pior ou/e pelo melhor, para que a noção de nação se desenhasse séculos mais tarde.
Ambos foram chefes de guerra.
Um é homem e uma é mulher. Ambos foram guerreiros e ambos foram santificados pela igreja.
O que me questiona é saber até que ponto a estátua de Nuno Álvares Pereira se pode diferenciar, esteticamente, da de Jeanne d' Arc ?
Homem ou mulher ?
A delegação Francesa da Fundação Calouste Glubenkian organizou dia 9 de Dezembro uma conferência-debate às 18h30 : " Nuno Álvares et Jeanne d'Arc : L' Histoire et le mythe ".
Esta foi animada por Luís Adão da Fonseca da Universidade do Porto e pela historiadora Évelyne Morin-Rotureau.
Quem foi Nuno Álvares Pereira e quem foi Jeanne D'Arc nesta conferência-debate ?
Parabéns à delegação Francesa da Gulbenkian por tal iniciativa.
Curiosamente, nesta época que antecede o Natal, várias compilações de grandes conjuntos que marcaram o passado foram editadas com acrescimentos novos : Quer musicais quer tecnológicos, pedindo novos suportes tecnológicos.
"Compra Aqui" cantava, pelo passado, o conjunto Portuense GNR.
The Beatles, David Bowie... fazem parte dos eleitos. Não os " The Doors" ! Porquê ?
Curiosamente, com ou sem Natal, as referências e as pesquisas quanto à "guerra das trincheiras" e à denúncia da guerra, em geral, vão surgindo com maior força.
O Soldado Esquecido ? Ou o medo do estalhiçamento da ideia da Europa e o regresso à "Barbarie" ?
Os "The Doors" são uma ponte musical entre o Surrealismo e a Psicanálise. Esta última é vincada, explicitamente, no conjunto da obra dos "The Doors".
Talvez seja esta diferença, entre o explícito e o implícito, o que incomoda ?