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Marks Roberts deu uma grande entrevista ao último "Hors Série" da revista So Foot.
Só por si, a entrevista indica que existem aspectos novos na evolução do futebol, quer como espectáculo quer como jogo. Mas voltaremos sobre este assunto com o artigo, para mim fora de série, que a So Foot realizou sobre o FC United.
Quanto à entrevista de M. Roberts, talvez o mais engraçado seja que o seu streak preferido tenha sido contra o FC Porto em 2003, em Sevilha.
E acho que, visto as suas palavras, não está disposto a esquecer Victor Baia: "...Infelizmente, o guarda-redes (Vitor Baia,ndlr) defendeu o meu chuto. Que cabrão! Eu que sempre tinha sonhado marcar numa final de taça da Europa... E tinha preparado muito bem o meu golpe..." [ver vídeo]
E ainda há quem diga que o FC Porto é um clube provinciano?
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Fonte/Source: So Foot, "Hors-série", Dez/c 2011, p.10
Pedro Emanuel sempre foi um grande portista e hoje fez-nos mais um favor. Em condições normais, ou seja, fosse isto um lapso apenas, entraria o discurso da "fruteira" etc e tal, mas sendo como é, e como se vê, veremos se o treinador da académica não põe a cru que começam a irem-se os anéis não se sabendo se a partir daqui sobrarão dedos ...
Festejará de futuro Falcao golos no, ou contra o Dragão?
Não me parece. E acredito que falcao sai sobretudo muito agradecido ao clube que o catapultou.
Muito bom negócio, mas custa-me vê-lo partir, evidentemente. Preocupante é a forma como a massa adepta acaba manipulada tão facilmente pelos artistas de marionetas que temos a puxar os cordéis no comando... São muito bons os nossos dirigentes, sem dúvida! Até nisso.
É assustador imaginar a ingenuidade dos adeptos que acreditam, e se revoltam, que Falcao muda de ideias cada vez que vai à casa de banho, ou que o experiente Pinto da Costa não tivesse esta carta (venda) na manga desde sempre, ou que o aumento da cláusula de rescisão era precisamente o âmago da questão. Aliás, lógico que Falcao saí a ganhar umas boas coroas com o negócio, mas para mim ele até foi amigo do clube, ou então muito ingénuo também, ao aceitar sair e descer de cavalo para burro, com umas palmadinhas nas costas à mistura dos patrões. Foi empurrado, com arte, sublinhe-se, para descer alguns degraus na carreira, a troco sobretudo - e apesar do jogador provavelmente não atingir tal - do interesse/necessidade do FCP. Quem perde mais, desportivamente, com a rescisão do contrato nestes termos? O FCP ou Falcao?
Quando o Nuno escreveu este artigo, confidencio-me que a So Foot de Junho 2011 dava o Falcao como vendido neste defeso pelo FCP, e que a mesma nunca se enganava nestas coisas. Pois, infelizmente tinham razão...
Eu cá, estarei entre os que aplaudirão o Falcao quando visitar o Dragão.
É com agrado que se constata a ideia que o Presidente do FC Porto tinha nesta matéria para o clube. Esperemos que a grelha do Porto Canal possa vir a crescer de conteúdos FCP mantendo em mente esta linha orientadora apresentada.
Sempre estive algo espectante, pela negativa, sobre a possibilidade de o FC Porto poder vir a ter um canal de Tv, temendo que o clube pudesse vir a cair na tentação de seguir o rumo da maioria dos alinhamentos televisivos estilo "Televisão de Seita" conforme grandes nomes do futebol mundial têm adoptado para seus canais, e caminho pelo qual o canal do clube português mais popular alinha desde o 1º minuto, o que inclusive e declaradamente envergonha boa parte dos seus adeptos. (link 1, 2)
Portanto, que o novo Porto Canal assim nunca decepcione.
O número de Junho de 2011 da revista So Foot apresenta um balanço futebolístico da época 2010-11.
No que diz respeito ao futebol Português, nada de novo é transcrito quanto ao futebol Português.
O FC Porto é o único clube Português que é citado.
Após Mourinho, Villa Boas vai continuar a poder pensar a modernidade longe dum passado Benfiquista sem memória e longe dum estádio museu que mergulha nas "trevas da memória".
Todavia, não deixa ser curioso que o jornalista da So Foot indicasse que o FC Porto tivesse ganho a Liga Sagres com 130 pontos de avanço.
Efeito do calor que por aqui se faz sentir no mês de Junho ?
A revista So Foot deste mês apresenta um artigo de duas páginas dedicado a Hulk.
Se o artigo em si (ler aqui link) não nos apresenta nada de revolucionário, já a sentença de Maria de Socorro, mãe de Hulk, me parece, após os Cosmonautas e os Astronautas, "Espaçonauta" :
"Hulk mamou até aos três anos e meio. A ciência pode dizer o que quer, mas o segredo da força do meu filho está escondida no meu soutien-gorge."
O FC Porto ganhou outra vez uma competição Europeia.
Não é sobre o papel dos vencedores ou vencidos que irei escrever.
Interessa-me, sociologicamente, o paradoxo FC Porto.
Penso que é mais interessante que nos debrucemos quanto aos dados paradoxais, "sociologicamente escrevendo", que o FC Porto apresenta quanto à sua história no universo do futebol.
Quer se goste quer se não goste, o FC Porto é parte integrante dum país periférico nos nossos dias.
A vitória do FC Porto, na Europa Liga, deu origem à primeira vitória Europeia do mais jovem treinador desde sempre.
Retomando a análise de Pascal Boniface, podemos pensar que o paradoxo não finda aí.
Com efeito, considerando que :
a) Artur Jorge é o primeiro "doutoramento" a ganhar uma Liga dos Campeões. Já não é preciso se esconder nos anfiteatros universitários para poder ler "L'Equipe". Este mesmo diário agradecerá a prancha de salvação, denominando Artur Jorge : " Le Roi Artur ".
b) O FC Porto é o primeiro clube a dar um título Europeu a um jogador Africano. A "talonnade à la Madjer" é , hoje em dia, uma expressão que se emprega regularmente. E talvez não seja um acaso se o FC Porto é o clube Português mais conhecido nos subúrbios das grandes cidades de França.
c) O FC Porto é o primeiro clube a concretizar a globalização ou a aldeia global. Três continentes estão representados, pela primeira vez, numa mesma equipa ( Viena 1987 ).
d) O FC Porto é um dos raros clubes Europeus a ter marcado presença nas finais de todas as competições Europeias, desde a Taça das taças até à Europa Liga.
Findando, o FC Porto é, realmente, um paradoxo. É um paradoxo porque não se enquadra, até hoje, nas teses elaboradas diacronicamente entre países centrais e países periféricos.
Clicar aqui, para ler a cobertura que "L'Equipe" deu à final da Liga Europa.
Se é sabido, desde os seminários de Lacan dos anos sessenta que as palavras têm um sexo, não deixa de ser curioso que a Língua Portuguesa seja bisexual quanto às palavras terminadas em "ista".
Achei curioso que a publicação LusoMagTv, publicação destinada à imigração Portuguesa tivesse tentado conjugar Porto e Benfica.
Mas talvez se perceba que, cada vez mais, as guerras entre Benfica e Porto ficam longe de quem começa a pensar a cidadania no âmbito da universalidade.
Quando ontem se apagou a luz - a iluminação artificial do Estádio Sport Lisboa e Benfica - caiu definitivamente a máscara. Definitivamente, deixa de haver motivos para repescar o por mim gasto e associado termo à instituição S.L.B. nas suas atitudes dos últimos anos, os autodenominados defensores do fair play e da verdade desportiva, acobertada por uma atitude nada condizente e típica do que varias vezes apelidei por : "Virgens Ofendidas".
Quando perante os quatro cantos do mundo que assistiu a retransmissão televisiva do jogo do Titulo Português de Futebol, uma instituição reage desta forma, palavras para quê?
As acções ficam com quem as pratica, a menos de 15 dias dos dois "assanhados rivais" se voltarem a encontrar no mesmo palco, para a 2ª mão da Taça de Portugal.
Caso para perguntar: e depois do apagão, farse-a definitivamente luz?
Nota prévia: Antes que o PortoMaravilha comece a resmungar, eu sei, sim , que nunca pus uma foto tão feia aqui no Cosméticas, e que a da Elizabeth Taylor cada vez mais para baixo, é muito mais bela de apreciar. Mas - Deus me perdõe - A Elizabeth, não fui eu que a tratei de enterrar...
Vem o post a propósito de ser recorrente o FC Porto ser conotado com falta de democracia nos últimos 30 anos, por nunca haver quem se candidate contra Pinto da Costa, e por ser sempre este assim a ganhar.
Por muito que custe aos rivais ver Pinto da Costa no poder há mais de 30 anos - e de ser de entre todos no mundo, o presidente com a melhor carreira de futebol - a mim que também já me custa aturalo e sou portista desde pequenino, ou seja: nunca conheci outro Presidente no meu clube, convenha-mos, que não posso desatar por aí a choramingar porque ninguém se atreve a ser drásticamente humilhado numa concorrencia directa à Presidência do FCP contra Pinto da Costa.
Agora, que fique bem claro: Nas próximas eleições do FCP em que haja 2 candidatos ao cargo, cada sócio tem um (1!) voto.
O rico, o pobre, o recém associado ou o mais antigo Dragão de Ouro.
Querem coisa mais democrática?
Não é como nos clubes da Capital do Império, onde Bruno Carvalho até teve mais pessoas a votar nele, mas venceu o que conquistou os sócios mais poderosos, pois conforme a antiguidade, a disparidade e poder de votos entre os sócios do Sporting CP pode conseguir variar entre 1 a 25 votos. Coisa éticamente inadmissivel nos nossos dias, até para uma simples Assembleia de Condomínio.
E parece que para os lados do SL Benfica, a divisão de votos é coisa parecida... Segundo me explicaram sobre os dois casos, e posso correr o risco ter ter sido muito mal esclarecido.
Quem é democrático, quem é? Era o Salazar...
Não é só nos resultados e carreira futebolistica dos clubes nos últimos 30 anos, até nestes concretos se pode verificar quem são os clubes da era democrática ou os do regime.
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democracia (grego demokratía, -as, governo do povo)
s. f.
1. Governo em que o povo exerce a soberania, directa!direta ou indirectamente.
Ironicamente, esta época «O Jogo do Ano» , que poderá perfeitamente ser o desfecho do campeonato 2010/2011, virou-se às avessas, e, apesar dos intervenientes serem os mesmos do ano passado, os candidatos e os palcos do jogo são os opostos: desta feita são os Dragões que podem reconquistar o estatuto de campeões no estádio do rival, na Luz (acontecimento do qual à partida não acredito que o SLB permita).
Depois da experiência do ano passado (link) e de ter prometido a mim mesmo (ou melhor, se calhar foi mais a minha mulher e meus filhos) que não punha os pés em tais ambientes tão depressa... actos de vandalismo e violência só têm crescido no mundo do futebol. Os estádios estão cada vez mais entregues aos Ultras, Claques (marginais) Organizadas, e hoje sai mais uma, a noticia de mais um ataque ao autocarro da equipa e à viatura que transportava o Presidente do SL Benfica, aquando da sua deslocação, a Passos de Ferreira, na periferia da Cidade do Porto.
Está Portanto criado o ambiente (aguardando-se a retaliação) para a recepção daqui a quinze dias da equipa Portista e seus adeptos à "Capital da Luz", Lisboa.
O que se está a passar no futebol português não é fenómeno exclusivo nacional, alarga-se aos demais países europeus : a predominância e preponderância das claques nos estádios, arrastando a violência e afastando as famílias e adeptos do futebol.
Mas ao histórico da rivalidade no futebol português há que acrescentar mais um dado relevante, o que começou por ser uma guerra lançada nos anos 90 de Norte para Sul, que o Norte viria a ganhar, e cujo país dos "6 Milhões orgulhosamente gloriosamente sós" ainda hoje não perdoa: O perder de um estatuto no futebol nacional - e não menos importante - no futebol internacional, para o clube do norte, do qual a capital estava mal habituada a que fosse sempre seu, nem que fosse... "por decreto".
Um dos meus últimos textos escritos sobre futebol - esse desporto que consegue ter hoje tanto de apaixonante como de repugnante - reflectia precisamente esse meu entendimento, da nossa pequenez, à portuguesa. recupero-o hoje, tratou-se precisamente de meu post de saída/despedida na participação do Blogue BiBó PoRtO, carago!! , porque realmente, cansa, remar contra a maré!
Universo FCP«
Gosto de ver e olhar para o Futebol Clube do Porto, numa dimensão e grandeza como a que vai de Viena a Tokio (glórias FCP em 87/88), de Sevilha a Gelsenkirchen (glórias do FCP em 2003/2004), de Portugal para o mundo.
Serão certamente muitos mais, aos milhares, os que comungam deste tipo de ambição no FCP e isto pode ser sobretudo notório quando se olha num prisma menos habitual: desviando a atenção da árvore para a floresta. Tanto mais clarividente se torna tal situação, quanto maior for a capacidade de desactivar certas emoções, ou a capacidade em dose certa de relativizar o quotidiano, de raciocinar.
Portugal é um país pequeno, periférico, em muitas vertentes ainda sub-desenvolvido, e que dá mostras diariamente precisamente disso. A boçalidade impera, e para isto em muito, o já mui antigo fenómeno nacional de futebol contribui. A Industria da Bola (coisa distinta da Indústria Futebol) continua a “par e passo”, atrasada, numa verdadeira dimensão do Portugal-dos-Pequeninos, onde de resto os vários sectores da sociedade cuja “cultura da bola” tem um peso dominante, são de uma promiscuidade atroz. O Futebol Clube do Porto, pela sua génese e características próprias, foi o único clube português que, uma vez aberta a oportunidade com o fim da ditadura politica, soube vingar, evoluir, e acompanhar uma nova era do fenómeno futebol, o da indústria futebolística, competentemente na pedalada que se lhe impunha: sobretudo globalizada.
Hoje chegados aos anos em que vivemos, e olhando para o país que temos, em nada me admira que se tente ofuscar o brilho que o FCP irradia. Neste país onde a mentalidade do “orgulhosamente sós” ainda perdura, e o nivelar por baixo é “pau para toda obra”, as raras excepções de sucesso dos mais capazes acaba por ser encarado como o desmascarar da mediocridade geral. Ao invés de servir de incentivo, é um tocar na ferida, e é isso que o FCP tantas vezes e a vários níveis, acaba por provocar.
Um exercício curioso pode passar por abrir a página do Google e fazer uma busca por FC Porto (link). Verificará que, à data corrente, o maior motor de busca mundial apresenta cerca de 10 milhões de resultados!
Se ensaiar a busca com os dados do maior clube rival (link) verificará que o SL Benfica obtém uns ”meros” 2,8 milhões de resultados. Pode-se mudar os parâmetros da pesquisa, procurar pelos nomes completos das instituições, seleccionar a busca para determinado idioma especifico, procurar apenas imagens, etc… , regra geral, a disparidade de grandeza na amostragem irá se manter a favor do emblema azul e branco. Vale o que vale, ou como salientado: “trata-se de um exercício curioso”, mas que ilações se podem tirar? O Futebol Clube do Porto há já muito tempo que deixou de pertencer a um futebol e país que perdura em muitos aspectos no orgulhosamente só. O FC Porto é património do futebol global, universal, e aqui reside a sua principal exigência.
Como tal, seria por vezes bom não nos distrairmos com fait divers e outras manobras de diversão cá do burgo, sob pena de passarmos à nós próprios (portistas) um atestado de menoridade.
MrCosmos, 13/09/2010
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Adenda, hoje 22/03/2011: Ainda há poucas semanas atrás uma peça televisiva da CNN vinha confirmar a imagem e estatuto mundial do FCP, ao que os portugueses, mesmo portistas, entretidos em gerrilhas, esquecem ou preferem não ver, e isto na realidade da "Escala do Futebol Mundial". Actualmente o FCP está no 4º Lugar deste "TOP 10" CNN, Atrás do Barcelona (1.º), Real Madrid (2.º) e M. United (3.º).
Hulk, o 'jogador sensação' do campeonato portugês, descoberto pelo FC Porto na 2ª liga de futebol japonesa, há 2 ou 3 épocas atrás, cometeu ontem a infração de despir a camisola (consequente cartão amarelo) na comemoração da marcação do 2º golo do jogo frente ao União de Leiria.
O tema futebol - que nos apaixona - anda há muito tempo arredado das nossas linhas por aqui, porque questionamos e consideramos "até que ponto se estará transformando este palco numa arena de morte", acreditando que a manterem-se determinadas atitudes, leiam-se: verdadeiras infracções impunes sobretudo fora das 4 linhas, certamente está a caminhar para lá. E com isso não podemos pactuar.
No entanto confesso: há infracções no futebol, como a que Hulk cometeu no jogo de ontem reconhecendo seu apreço e afecto pelo povo nipónico que um dia o acolheu, que com certeza orgulha qualquer bom adepto apaixonado por futebol. Digo eu... comungando nossa solidariedade com o Japão. Porque, isto sim, está na essência do futebol.