O Museu Le Louvre convidou Le Clézio, prémio Nobel de literatura em 2008, para apresentar formas de arte que nos permitem melhor nos compreender. A manifestação ocorre de 3 de Nov a 6 de Fev.

Há trinta anos a realização de tal exposição teria sido impossível no Louvre.

Penso que os progressos da etnologia, da antropologia... têm desaguado na compreensão da complexidade do ser humano.

E aqueles que pareciam ou parecem longe de nós são, em realidade, complementares com as nossas memórias colectivas.

 

Interessantes estas palavras de Le Clézio:

 

"Não gosto muito da palavra "arte", ela subentende a existência duma receita, duma fabricação, duma planificação. Prefiro a palavra "criação" que induz maior espontaneadade."

 

Fonte e foto: Télérama, 19 de Out de 2011

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Muito foram desrespeitados os emigrantes, em férias em Portugal, quando empregavam a palavra "retrete" por reforma ou, por exemplo, a palavra "vacanças" por férias.

Tendo vivido debaixo do fascismo, tais regalias sociais eram-lhes desconhecidas. Limitaram-se a "aportuguesar" conceitos linguísticos e regalias sociais que faziam parte da sua vivência quotidiana em França e que o fascismo Português sempre lhes negou.

No âmbito deste contexto, nenhum sociólogo ou historiador esclarecido pode acreditar que o Estádio da Luz tivesse sido construído, em suas horas livres por benévolos cidadãos que trabalhavam do nascer ao pôr do sol.

A menos que Lisboa não fosse Portugal... E que os trabalhadores de Lisboa tivessem regalias que os outros trabalhadores fora de Lisboa não tinham...

 

Estranha também a ideia, para um historiador, que as Assembleias do Benfica fossem uma aprendizagem da democracia... Como se o Salazarismo, herdeiro nato das práticas da Inquisição, não tivesse olho em tudo... 

A história, quando pode ser ensinada, desencadeia questionamentos e interrogações.

Estranho que se esqueçam os panfletos dos desertores e dos pacifistas e, também, de movimentos políticos que denunciavam a presença do Benfica, em Colombes, para levantar o moral dos Portugueses que viviam em bairros de lata, para lembrar "a pátria amada"... ou/e  remessas amadas...

 

E, actualmente, também, não deixa de ser curioso que o Benfica se proclame o clube com mais adeptos no mundo. O que é ridículo! Mas não nascerá esta ideia na continuidade da megalomania desenvolvida pelo Fascismo Salazarista?

E talvez não seja uma simples contradição se, após o 25 de Abril de 1974,o FC. Porto é o clube com maiores simpatizantes na e/imigração, em França.

Mas esta dialéctica, algo que custa a entender aos jornalistas desportivos que só pensam no Benfica e, por arrastamento, no Porto (realidade obrigatória ) ... só deu luz ao direito à preguiça, graças ao FC.Porto: Ao Direito de ser a "Sua Terra".

E talvez não seja um acaso se o Direito à Preguiça originou uma obra de arte longe do (ou de?)  Benfica e de Lisboa? 

 

Qual é o único estádio de futebol digno de interesse em Portugal: Link ?

Contudo, fica para saber como é que alguns dos porta-vozes  do FC. Porto e alguns dos seus adeptos podem empregar, ainda hoje, a palavra "regime", referindo o Benfica?

Ao que se referem e a quem se referem? É muito confuso politicamente...

É que Portugal, apesar das suas imperfeições, é um país democrático. Não é um regime!

 

Imagem:Le droit à la paresse, Paul Lafargue, capa da obra, ed. Maspero, Paris, 1975

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

Não editarei este post em Francês.

Também não darei qualquer foto.

Pensei que a bacia do Alqueva tivesse sido feita para ajudar a rega de plantações.

Mas não!

Ofícios ou agências de viagem propõe passeios pelo Alqueva e pelo Alentejo.

Três dias são 1500 euros... E só a estadia!

Quem pode?

Um jovem prof Francês tem,  por mês, um salário máximo de 1300 euros...

 

Este texto não é um texto populista. Que se reconheçam as greves, as manifestações...cada vez mais abafadas, pela imprensa, na Europa.

A teoria Marxista, quer se queira ou não, está cada vez mais de actualidade.

 

Ou seja, o nosso futuro está nas mãos da pequena burguesia.

Quem teve a sorte de aprender o questionamento?

Internacionalismo ou nacionalismo?

E a pequena burguesia és tu e também sou eu.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Após o Planeta dos Macacos, eis nos no Planeta dos Sábios...

Jul realizou com Charles Pépin uma enciclopédia, em Bd, da filosofia e dos filósofos.

O álbum, La Planète des sages, ed. Dargaud, estará disponível a partir de 26 de Agosto.

É este álbum uma maneira lúdica de divulgar a filosofia ? Fica a pergunta...

 

Imagem: BDCAF'mag, nº38, p.14 / Este post pode ser lido como a continuação de: Sê Macaco e grita

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Parece-me que existe uma obra indispensável para melhor compreender a evolução do jornalismo :

"L'Etat séducteur: Les Révolutions médialogiques du pouvoir" de Régis Débray.

Se esta obra data de 1993 e que o seu teor teórico pode ser posto em causa, também não é menos verdade que nos lega um testemunho indispensável, o de Jean Claude Guillebard, jornalista do Sud-Ouest-Dimanche em 1970.

 

Leia-se:

"... Esperava-se dos nossos artigos que estes emocionassem, raramente, que explicassem. O Biafra esperava que nos interessássemos pela sua causa e, nós, ocupámo-nos, prudentemente, dos seus sofrimentos. O Biafra, por isso, morreu."

 

Fonte: Obra citada, p. 117, Paris, Gallimard, 1993 /  Foto: Contra capa da revista Latitudes, jun 2011

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

O texto de Agnès Pellerin apresenta-nos uma história do Fado que esclarece a ambivalência desta forma musical.

É um olhar exterior a Portugal que mostra que o Fado sempre soube, graças às suas origens populares, guardar a ideia que a vida é movimento.

As suas origens populares permitiram-lhe conservar, "bom ano mau ano", uma recusa de qualquer identificação com os modelos elitistas, ou seja, a expressão de desconfiança em relação à cultura oficial.

 

O texto de Agnès Pellerin pode ser lido aqui:  link (aguardar pela descarga do pdf)

O Cosméticas deixa, aqui, bem expresso, o seu agradecimento à revista Latitudes.

 

Fonte: Revista Latitudes, nº26, Abril 2006

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

Que de há muito é habitual.

Clássico é o movimento do mundo em uníssono.

São o tilintar de quatro pistons sincronizados.

É aquele retrato que guardas, belissimo.

É um par de namorados, apaixonados.

 

É o mais puro estado de alma inocente

É mais um amanhecer - resplandescente.

É um orgasmo em crescente

É um ser único. Ou de tanta gente...

 

É uma mão cheia de nada, vazia

É mais um parto por uma mãe benzida.

 

E se ainda não descobriste,

O que de mais sublime há no clássico de uma melodia

Ainda não despertas-te,

Para o que de mais belo há na vida.

Bom fim de semana!

por PCJS

 

por MrCosmos | link do post

Depois da primeira parte (C1 §1) do capítulo 1 que introduz   João Afonso, personagem à volta da qual se desenrola o enredo de «O último fôlego», eis que aí está  o C1 §2 que nos transporta juntamente com o inquieto jornalista para sua meninice decorrida entre a calmaria, e a reviravolta, do  reacender pela causa etarra no País  Basco, em plena viragem do ano 1977 para 78.

 

 

E tu, vais perder os novos desenvolvimentos?

[a continuar nas próximas 24h]

por MrCosmos | link do post
a propósito: Tim Maia & Gal Costa - Um dia de domingo

 

Para onde eu vou, o quê é  que eu faço?

Em que tom vivo?  Aperto o laço...

 

Quantas vezes te riste? Imprimiste o teu cunho? Estico a camisa, abotoo o punho.

Sê livre em consciência perante as encruzilhadas da vida. Continuas a ser o mesmo ainda que o espelho não to diga.

 

Componho o cabelo e verifico o fato. Endireito o vinco,  ato o sapato. Viro costas, saio porta fora: Podes contornar meio mundo, mas não os valores  de outrora.

 

Porque um dia regressas e então constatas:

- Aqui estou eu vestido de gala,

é a puta da vida, que um dia nos cala.

 

  

(O último fôlego, é um novo projeto que me proponho a percorrer. Assim não me faltem as forças, para o ver crescer.)

 

por MrCosmos | link do post
a propósito: Mark Knofler - Going home (Theme fron Local Hero)

Começa-mos com o pé esquerdo. Perdemos!

E depois? Quantas vezes já nos erguemos?

Quantas já nos levantamos? Quantas mais ainda perderemos?

  • Só quem nunca estremeceu ao ouvir o timbre daquele hino arrepiante;
  • Só quem nunca chorou desalmado, com um golo de calcanhar, rejubilante!
  • Só quem nunca ficou com o coração cem-a-hora;
  • Só! Quem nunca soube o que é andar-se de cabeça à nora;
  • Perder o dia desconcentrado enquanto a bola não ruma à proa;
  • Só quem vive agarrado ao passado; não sonha; não cria; e nada sua alma povoa...

...não entende a magnitude de ver os seus, de suas nobres vestes reais trajadas.

 

Azuis e brancas,erguem a bandeira.

Em tempos monarquia, agora, sem eira nem beira.

A esperança polula entre homens dignos e por isso envergam escudo nacional ao peito, invocando. Seu lema: não envorgonhar suas gentes, lutando.

 

Com um atrevimento conquistador desmesurado dobram cabos das tormentas.

Temerosos. Mas lutam sem medo.Corajosos.

Que se lança pelo mar a dentro, por tubarões do velho continente dominado.

A cada ano, em busca de mais glórias, partem na descoberta, com ímpeto renovado.

 

Foi por isso que  os próprios mouros antes pré-dominantes se renderam.

Vitória! Venceram.

Primeiro conquistaram o mundo, e vede que agora nasce um luso profundo, em qualquer lado . Existirá coisa igual? 

E conjogou Homem de Mello: "Como não por no Porto uma esperança, se daqui houve nome Portugal?"

AMO-TE, Porto.

 

«Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions!»

 

 

Dedicado à minha fiel mulher de armas, Esperança Vitória, de sua graça.

Porque há amores assim.

por MrCosmos | link do post
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