Onde acaba a arte e começa a ordinarice depende de quem cria ou de quem vê 

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Paulo Jerónimo
Onde acaba a arte e começa a ordinarice depende de quem cria ou de quem vê 

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Paulo Jerónimo
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Marks Roberts deu uma grande entrevista ao último "Hors Série" da revista So Foot.
Só por si, a entrevista indica que existem aspectos novos na evolução do futebol, quer como espectáculo quer como jogo. Mas voltaremos sobre este assunto com o artigo, para mim fora de série, que a So Foot realizou sobre o FC United.
Quanto à entrevista de M. Roberts, talvez o mais engraçado seja que o seu streak preferido tenha sido contra o FC Porto em 2003, em Sevilha.
E acho que, visto as suas palavras, não está disposto a esquecer Victor Baia: "...Infelizmente, o guarda-redes (Vitor Baia,ndlr) defendeu o meu chuto. Que cabrão! Eu que sempre tinha sonhado marcar numa final de taça da Europa... E tinha preparado muito bem o meu golpe..." [ver vídeo]
E ainda há quem diga que o FC Porto é um clube provinciano?
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Fonte/Source: So Foot, "Hors-série", Dez/c 2011, p.10
Nuno
Um alemão, Kai Streier (com ascendência portuguesa), escreve e canta em inglês, ao ritmo de um flamenco, acompanhado à guitarra portuguesa (por André Matos), num tema que aborda velhos preconceitos envoltos de tabus antigos típicos dos tempos da ditadura portuguesa, tema esse que acaba por ser inspirado nos conselhos, que ouvira contar, que a avô do artista teria recomendado à sua mãe, uma Jovem portuguesa de Alqueidão da Serra, para quando atravessa-se a fronteira. Preocupações de uma mãe que vê a filha alinhar no êxodo português que houve para França e Alemanha e outros países na década de 60.
A portugalidade e os seus mais de 800 anos de história são um dos mais antigos legados para a humanidade, e a mescla de tantas culturas patentes nesta versão de Kai Streier - "Evil Spain" , comprova precisamente isso.
Por isso e sobre o vídeo: muito bem esgalhado, ao bom estilo de deserascanço "portuga", picardando os nossos vizinhos de fronteira. Um portento, portanto!
As legendas do vídeo podem ser traduzidas para português usando a função do player CC após fazer play.
Este tema pode ser lido na continuação de O Fado e o Teatro de Sombras Chinês
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Paulo Jerónimo
É pá, Isto do blá-blá-blá no Natal não será tudo mas é uma grande fantochada
Clap. Clap, Clap! Boas Festas.
Paulo Jerónimo

Diz que saiu hoje uma sondagem qualquer onde, caso as últimas eleições se repetissem, Pedro Passos Coelho recolhia ainda mais votos.
Num país que começou a acordar para a realidade, "Greve" deixou de ser sinal de direito a folga. Ou isso, ou os milhões de fura-greves que hoje trabalham são masoquistas ao indicar vontade de um rumo para o país.
Paulo Jerónimo
Os marinhenses Caruma mostram fazer jus as suas origens.
A Caruma vai além de reforçar um estilo musical em crescente com ares atravessados de Fado Altivo, estilo acompanhado pelos Deolinda, Anaquim, Diabo na Cruz, entre muitos outros, cuja portugalidade está intrínseca e é por demais evidente.
Neste tema por exemplo, "Com a pedra na mão", sem eufemismos e sendo debitado na língua de Camões, é revelador. É a Marinha no seu melhor, que o diga Mário Soares...
Paulo Jerónimo
O incêndio voluntário, esta semana, dos locais do semanário satírico Francês, Charlie Hebdo, levanta interrogações. Link
Por solidariedade, o diário, Libération, alojou os jornalistas e a redação de Charlie Hebdo.
Quem quer destruir a liberdade de imprensa e, sobretudo, o riso?
Os monoteísmos nunca aceitaram a liberdade de consciência.
Integristas católicos atacam hospitais e clinícas que praticam a interrupção voluntária de gravidez...
Integristas mulçumanos não respeitam a liberdade de imprensa...
Charlie Hebdo é vendido em Portugal. Ajudar-te-á melhor que a leitura de A Bola
Este post pode ser lido como a continuação de: Nem Deus, nem Futebol.
Nuno
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A Bd Portugal não é uma obra de leitura fácil.
Se o belo grafismo do autor, Cyril Pedrosa, é fácil e deslizante, já menos poderão ser os sentimentos complexos que o autor trata na sua obra.
Não creio que esta Bd seja uma obra, meramente, autobiográfica.
Existem, todavia, nela aspectos que reenviam para a memória: Simon Muchat, autor de Bd, deixou de ter inspiração criativa e parte em busca das suas origens, desaguando em Portugal. E desagua em Portugal porque é convidado para um festival de Bd.
Portugal é o país do avô de Simon Muchat. E Simon Muchat descobre, pouco a pouco, uma parte das suas origens.
A reflexão que nos livra Cyril Pedrosa é leve. Mas, ao mesmo tempo, grave porque questiona as relações que os adultos podem ter com o seu passado e com a sua infância.
Esta Bd é, actualmente, um dos maiores sucessos da "Rentrée", sendo destacada quer nas livrarias especializadas quer nas revistas especializadas.
O Albúm foi editado graças ao apoio do "Centre National du Livre".
E, graças a este apoio, a Bd não foi publicada, passem-me a expressão, em fatias de salpicão, ou seja, em folhetins.
Foto: Prancha da Bd.
Nuno

Entrevistado pelo cinéfilo Mário Augusto acerca da estreia de se novo filme no papel de Johnny English, Rowan Atkinson assume que parou com o personagem de Mr. Bean porque via o mítico e bem sucedido "Sr. Feijão" como um Personagem de Banda Desenhada, e em BD os Personagens não envelhecem.
Logo, persistir o ator em interpretar Mr. Bean na tela seria envelhece-lo e , interpreto eu segundo seu argumento, deteriora-lo.
Sim, faz sentido.

Se em 1610 o Sport Lisboa e Benfica já existisse, certamente que o clube mais grande do mundo também estaria incluído no livro de Frei Nicolau de Oliveira, tamanha que é a grandeza da fanfarronice a que nos habituaram pelos vários meios de propaganda, como o agora presente delírio por conseguirem um empate (imagine-se!) contra, segundo J. Jesus, uma das 3 melhores equipas do mundo na atualidade: o "Manster Unaite" B.
Porra, que é grande!
E são as variáveis das ordens de grandeza.
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Discurso de Art Spiegelman, aquando a atribuição do Sonderpreis, a 16 de Junho de 1990, Salão da BD de Erlangen (RFA):
"É uma coisa estranha, para um rato, receber um prémio doado por uma assembleia de gatos; Por ter contado a maneira como os gatos mataram os ratos. É uma coisa estranha, para mim, Judeu, estar, aqui, na Alemanha, para receber um prémio; Por descrever como os vossos pais e os vossos avôs foram cúmplices do assassinato dos meus avôs e da minha família. É estranho também para vós de me entregar este prémio; Isso, não é sem problema. Como poderiam não mo ter entregue? Isso, poderia ser interpretado como uma ausência de sensibilidade, sob o ponto de vista da nossa história comum. Por um outro lado, dar-me este prémio poderia ser entendido como o resultado duma consciência culpável, uma espécie de reparação de guerra ao filho dum "escapado".
Ach! Ei-los bem os Judeus a falarem de novo de culpabilidade num serão tão belo! Nós temos uma longínqua tradição para infligir a culpabilidade que nos chega, directamente, desses abomináveis dez mandamentos (" Não fodas a mulher do teu vizinho", "Sê gentil com o teu papai e a tua mamai"). É mais educado falar em remorsos ou na responsabilidade do que na culpabilidade. É um conceito desagradável: A culpabilidade. Mas, apesar de tudo, penso que não merece a sua má reputação. Eu mesmo sinto-me culpado por imensas coisas: Pelos sem abrigo em Nova Iorque, pelos meus pensamentos impuros, pela masturbação, por não utilizar produtos recicláveis - e a culpabilidade talvez seja o agente civilizador mais útil, para impedir que as pessoas não se comportem de modo ainda pior do que poderiam fazer duma outra maneira. É talvez uma coisa explosiva viver com a culpabilidade, mas é talvez o preço que nós humanos devemos pagar para aprender a verdadeira compreensão.
E, francamente, sentir-me-ia em mais segurança numa Alemanha culpável do que numa Alemanha deixando-se cair na euforia nacionalista, neste presente em que me parece que, duma certa maneira, ela ganhou a Segunda Guerra Mundial, após quarenta e cinco anos.
Vejam, o meu pai nunca mais quis pôr um pé na Alemanha após a guerra. Nunca recebeu um pão com a forma Max e Moritz ( prémio tradicional do Salão da BD d' Erlangen) da parte dos vossos pais ou avôs. O seu pão tinha a forma dum caixão e, na maior parte das vezes, nem sequer havia isso. O meu pai zangava-se, quando eu comprava o que quer seja fabricado na Alemanha. Andava muito zangado que desenhasse com uma caneta Rotring fabricada na Alemanha. Quando era criança, achava a sua atitude ridícula, mas, agora, penso ele tinha razão. Os Rotring proporcionam um traço intenso e mecânico. Desenho, agora, exclusivamente com uma caneta Pelikan: É mais flexível e viva. Danke schon por este prémio."
Art Spiegelman
Este post deve ser lido como a continuação de Maus: Uma obra Prima da Bd
Fonte: L'Autre Journal nº5, oct 1990, p. 194
Nuno

A "Petroleomonarquia", com a bênção do turboliberalismo, decidiu comprar tudo...
Campeonatos do Mundo de Futebol, de Andebol e até clubes: O PSG, por exemplo.
Dum ponto de vista sociológico, gostaria saber como o Qatar irá acolher as milhares de meretrizes e os milhares de litros de cerveja, aquando a realização do Mundial de Futebol...
Este post pode ser lido como a continuação de : "Tripas à moda do Porto ou Tripes à la mode de Caen ?"
Foto: So Foot, Agosto 2011
Nuno
Com a salutar "invasão francesa" no mês de Agosto pelas várias gerações de emigrantes portugueses de férias, repara-se que há uma nova e contagiante expressão que parece ter virado moda, jovialmente exaltada sobretudo entre as gerações mais novas luso-gaulesas, dos muitos já nascidos lá.
Foi com particular surpresa e admiração que fiquei a saber que tal expressão foi popularizada pela dupla V.I.P Ro et Cut já aqui apresentados, et "c'est ça que c'est bon!"
Parece que os homens também já têm direito ao seu dia internacional: 15 de Julho.
Eu não sabia, acho que não foi assinalado em Portugal, como de resto a maioria da população mundial desconhece que o género masculino já está consagrado de igual modo ao das crianças, dos idosos - o único do género que actualmente me pareceria ser premente assinalar, se descontasse-mos as injustiças do mundo não ocidental - ou ao dia estérico das mulheres.
Mas mais dia menos dia com interesses comerciais ou não, do mal o menos, e sendo assim, até que aplaudo a justiça da introdução de mais uma efeméride agora também masculina.
No entanto, não deixa de ser curioso ou irónico, que os homens modernos do sec. XXI tenham hoje de reclamar "igualdade de tratamento ou direitos"...
Cá se fazem, cá se pagam, dizem elas. Neste caso ao Boticário...
Este post pode ser lido na continuidade de "A Efeméride e o Mundo Feminizado"

Não creio que haja muito a dissertar sobre as manifestações (ou acampamentos?) Espanholas.
A Espanha é uma democracia !
E talvez os "indignados" se tenham esquecido deste panfleto clandestino, aquando das grandes greves dos mineiros Asturianos no final da década 60. Esses mesmos mineiros foram vítimas duma repressão sangrenta.
Que não se confundam alhos com bugalhos : Haverão menos vampiros. LoL !
Imagem : Foto, p. 21, nº 9 da revista "Internationale Situationniste", Agosto 1964 / Fonte : Arquivo pessoal.
Nuno