De 26 a 29 de Janeiro teve lugar o trigésimo nono Festival de Banda Desenhada de Angoulème.

É um acontecimento cultural importante na sociedade Francesa.

Em relação a 2010, a produção aumentou de quase 5 por cento. Foram publicados 5327 títulos de Bd.

 

Mais de um terço destes novos títulos são mangas asiáticos. 

O presidente do festival é Art Spiegelman, o pai de Maus, vencedor da edição 2011. 

Duas Bd já aqui apresentadas fazem parte da seleção oficial:

Pour en finir avec le cinéma de Blutch

Portugal de Cyril Pedrosa

 

Art Spiegelman também realizou uma obra, MetaMaus, onde se interroga sobre a escolha da Bd para tratar o Holocausto...

 

Foto: Zoo, Jan de 2012, p.6

Este post pode ser lido como a continuação de A Bd pelas trilhas do vinil 

Nuno

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Não creio que a família esteja em crise. O que mudou foram as suas formas tradicionais. 

Se uma só mãe e um só pai já não são um modelo de referência, subsiste na visão da família a dimensão do sagrado e do bem estar.

Citando dois slogans publicitários Franceses: "Como dizem as minhas duas mamãs, a família é sagrada", "como dizem a minha mamã e o seu namorado que tem idade de ser meu irmão mais velho, a família é sagrada.", ....

O suplemento da revista Télérama, Sortie, (21 de Dez. de 2011) dedicou várias páginas que publicitaram espectáculos sobre a família durante as festas.

A abertura faz-se sobre fundo de vinil: Porquê tal escolha?

 

Foto: Op. cit. 21 de Dez. de 2011, p.4

Nuno

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Ja acabaste de apreciar a nossa bela imagem?
Então fecha os olhos (se és capaz :-) e escuta...

 

créditos: João Santareno
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Segundo Christophe Honoré, realizador de "Les Bien Aimés":

"A minha geração começou a sua via amorosa e sexual debaixo do terror da sida. Parece-me que, realmente, nunca se tranquilizou quanto a esta."

 

Fonte: Télérama, nº32111, p12 /  Fotos: Télérama, nº32111, p. 14 & Libé de 18 de Jul de 2011

Nuno

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Porque é que os Xutos chegaram onde chegaram?

Porque no longíquo ano de 1982, no país de Fátima, onde as velhas usavam bigode e se vestiam de negro, tiveram os tomatinhos no sítio para tocarem Blasfémias destas.

 

Ou porque ainda, neste primeiro álbum "78/82", sem pejo se puseram dedos na ferida como o da trilha sonora abaixo reproduzida, "Mãe", envolta de perturbações ligadas à violência doméstica. Em português, para Português ouvir, sem os subterfúgios duma lingua estrangeira.

De resto aprecie-se o leque de temas do primeiro álbum dos já trintões. Não era pra todos.

 

"Sémen" .1  
"Leo" .2  
"Dantes" .3  
"Falhas" .4  

"Quando Eu Morrer" .5  

"Mãe" .6  
"Quero-te" .7  

"Viuvinha" .8  
"Morte Lenta" .9  
10. "Medo".10  
 "Avé Maria".11  
"Toca e Foge".12  
"Papá Deixa Lá".13  
"Quero Mais".14  

                               

                                 Xutos & Pontapés | Faixa: 06 mãe | Albúm: 78/82  | Ano: 1982

 

Mãe tenho ciúmes do pai   
Quando se deita contigo Mãe   
E te chupa as tetas   
E te esborracha os seios   
E se monta em ti   
E se vem depois. Mãe   
Mãe eu não suporto o pai   
Mãe vou dar cabo do pai   
Quando ele diz Mãe   
Gosta de mim Mãe   
Quando ele diz Mãe   
Gosta de ti Mãe   
Quando ele diz Mãe   
Que nos ama aos dois   
E depois bate sem fim   

 

Eu vim cá para fora   
Toda a gente chora   
Toda a gente berra   
Foste tu   
Foste tu   

    Mãe eu já matei o pai
    Mãe
    Foi uma morte sem dor
    Agora sou só eu Mãe
    Agora és só tu Mãe
    Agora somos só dois
    E depois, e depois
    Mãe
    Morreste também
    Mãe
    Traíste-me assim
    Agora sou só eu Mãe
    E procurei o fim Mãe

    Eu vim cá para fora
    Toda a gente chora
    Toda a gente berra
    Foste tu
    Foste tu
por MrCosmos | link do post

 

 

 

Ainda na senda de música metálica com ligações francesas, o álbum em vinil aqui presente,  Willcox - 'Hot Blood' (1984), foi uma agradável surpresa descoberta numa colecção de vinil que adquiri recentemente.

É que não deixa de ser estranho a mistura da cultura francesa com a pronuncia inglesa...

 

Os irmãos WillCox são 4 Britânicos, que viveram em França onde lançaram este seu segundo e último álbum.

A composição da banda conta então com:

Sammy Willcox : voz, Guitarra baixo

Peter Willcox : Voz, Gitarra
Terry Willcox : Voz, Teclas
Philippe Vandamme : Guitarra

 

 

Nas trilhas deste vinil, disponível para descarga aqui , ou aqui , para além do primeiro tema que este post apresenta, e que dá nome ao disco: 'Hot Blood' , contam-se e cantam-se ainda:

Lado A Lado B
01 Hot Blood
02 Rock Boy
03 Our Love is Gone
04 Love Child
05 Cut Down By Love
06 Be Your Hero
07 Hold on We Comin' On
08 Heart on Fire
por MrCosmos | link do post

 O  

 

 

"Passe a imodéstia" - e abrindo já aqui um parênteses: eis uma das frases que se tivesse de ter uma imagem gráfica, caricaturava-a logo de imediato com o Presidente de Câmara da minha vila, porque nunca se cansa da usar - passe portanto a imodéstia :-), não raras vezes o colaborador PortoMaravilha, o amigo Nuno, atribui como uma das chaves do sucesso que reconhecemos ao 'nosso' Cosméticas, como que sendo o trabalho gráfico aqui desenvolvido, e sabido ser da responsabilidade do Mr, MrCosmos.

 

Nunca deixando de concordar com ele, é facto que aprecio e tento ter cuidados acrescidos com o aspecto gráfico do blog, no entanto é bom não desperceber que sem conteúdo, o bom grafismo ate pode ser um bom balão de oxigénio, mas de pavio curto, temporário.

Relacionado com isto, fica um desafio assim, tipo... fim de semana. Pois que se reflicta na importância e preponderância que o aspecto gráfico pode exercer.

O vídeo presente, como qualquer arte gráfica, pode não conquistar todos os gostos, mas 'saltará, sem dúvida, à vista'.

 

Este vídeo achei-o divinamente inteligente no dia em que o conheci.

Ao assisti-lo, se os espectadores ainda não tiverem sido convencidos pela arte gráfica e sonora introduzida, então, eis que entra um cliché, que nem anúncio de filme de cinema à portuguesa: umas cenas, dispensáveis mas sempre apreciáveis, de gajas 'mamalhudas' a rematar. um bom motivo portanto para se aguentarem, ainda que não gostem, e 'mamarem' tudo até o fim.

Se não, pensem comigo: sendo que o tema musical do videoclip desta banda francesa, dos parisienses Heavenly , é "Lost in your eyes" (Perdido em teus olhos), porquê o realizador ou editor do vídeo se foi perder mais entre mamas e afins do que com apenas uns belos pares de olhos?

Porque um bom artista gráfico sabe-o: "Os olhos também comem"! E parece-me somente esta a ideia presente no video, do princípio até o fim.

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Contrariamente ao mercado Japonês que se limita aos Manga e ao dos USA que se limita aos Comics, a França apresenta uma variedade extraordinária de estilos, recusando monolitismo entre géneros.

A 38ª edição do Festival Internacional de BD de Angoulème atestou a afirmação da nona arte em França.

Em 2010, em França, foram publicados 5161 títulos de obras contra 1137 em 2005.

Alimentada por blogs especializados e por uma história ligada a uma sensibilização gráfica de longa data, a BD é hoje uma arte que se afirma de maneira pujante. Mais de 15 000 blogs são dedicados à nona arte.

 

O 38º Festival Internacional de Banda de Desenhada de Angoulème consagrou, entre outros autores, o Argentino Ricardo Liniers e os seus pinguins.

 

Uma Bd a não perder : Macanudo.

Nuno

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A nova geração apropriou-se da moda dos anos sessenta e dos códigos do Rockabilly.

As ideias de liberdade e de revolta dos anos sessenta começam a desenhar-se na moda e no vestuário dos jovens de 17 anos.

Mas a sociedade de consumo também se apropriou dessas mesmas ideias.

Para os jovens Parisienses, o Rockabilly é hoje uma espécie de "Postal-Paraíso" com os seus vinil vintage.

 

Foto : Next, 6 de Nov de 2010, p. 47

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

O continente Africano é uma mina para os digger.

É no continente Africano que se encontram riquezas de sons que nunca foram ouvidos na net.

Sons que existem no vinil, mas que a net esqueceu ou não soube globalizar nem partilhar.

O que suscita curiosidade, ganância...

Podem existir semelhanças entre um digger e um "etno-musicólogo".

Existem, porém, diferenças entre os dois : Se o "etno-musicólogo" trabalha para a ciência, o digger trabalha para o lucro.

O renascimento da música dos anos 70 induz a que o vinil seja cada vez mais procurado.

Uma maneira de melhor compreender o presente ?

Quer se goste ou não, os digger contribuem para recuperar um património esquecido.

 

Fonte e foto : Libé, 15 de set de 2010, pp. 30-31

Nuno

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Foram precisas décadas para ver "Enquête sur un citoyen-au dessus de tout soupçon" editado em DVD.

Desde finais de Junho, deste ano, é uma realidade.

Rodado antes de "La classe ouvrière va au paradis" ( Palma de Ouro em Cannes em 1972 ),  "enquête" nada perdeu da sua actualidade.

Ele pinta a omnipotência dum chefe da polícia política que, após ter assassinado a sua amante, brinca às escondidas com os seus colegas polícias.

O filme de Elio Pietri foi coroado com o Óscar do melhor filme estrangeiro em 1971. A música é de E. Morricone.

 

Este filme é uma obra prima do cinema mundial.

Foto : mídias fr

Nuno

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"No ano passado [2008], as vendas de discos de vinil cresceram 54 mil por cento. Sim. Não nos enganámos. E, segundo a Associação Fonográfica Portuguesa, os pedidos de discos de vinil, das lojas às editoras, passaram de quatro, em 2007, para 2174 no ano seguinte. Há cada vez mais bandas a editar os seus álbuns em vinil, como os AC/DC e os Xutos&Pontapés. Viriato Filipe, da cadeia de lojas FNAC, explica porquê: "O vinil está a tornar-se um objecto de luxo. Há todo um ritual na relação que os amantes deste formato, apaixonados pela música, mas também coleccionadores, estabelecem com o objecto: manusear, contemplar o grafismo da capa, pôr o vinil no prato, ouvir os estalidos iniciais... Se no início era um mercado dos amantes de música de dança e restrito às bandas internacionais, agora o vinil democratizou-se."

 

in Vira o disco e toca o mesmo vinil - ionline

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Num estudo publicado em 2007 pelo jornal francês 'Libération', foram dados 46% dos jovens consumidores americanos como nunca tendo comprado um CD de música.

O Compact Disc, que vimos entrar-nos pela casa dentro nos finais dos anos 80, viria ele próprio, em menos de 20 anos, a deixar de ser o símbolo duma tecnologia dominante.

Com o popularizar dos computadores pessoais, que também começam a fazer parte da mobilia em cada vez maior numero de famílias, pela mesma altura, estavam criadas as condições  para a decadência no reinado do mercado  em suportes digitais, fossem música ou filmes. A “ignição” estava montada, e o rastilho aceso. Mas a “explosão” dá-se com o propagar da internet, e suas plataformas de trocas ou descarregamento de ficheiros, um “trinta e um valente” que se diz ser, o tiro de afundanço nas vendas de CD e DVD.

Tal não era previsível no início, pois contrariamente à cantiga de 79, se o “Video  (didn't) Killed the Radio Star”, certo é que: o CD, com a sua sonoridade mais “cristalina”, sem grainhas ou arranhões, mata as cassetes áudio e «aparentemente» arruma com os LP´s de vinil.

 

No entanto, as aparências iludem e quando poucos o ousariam, eis um ressuscitar do velho e resistente formato: os  LP's de vinil!

Sem precisarmos de recuar no tempo, e paradoxalmente, nesta era do XXI  já vinha sendo notório,  paulatinamente, que os contemporâneos do vinil nunca abandonariam o velho formato, mas o mais curioso (!) , é observar a descoberta de adeptos cada vez mais jovens cuja idade lhes roubou a oportunidade de saborear os ritos envoltos naqueles mistérios encobertos num álbum de 'papelão'.

O ritual que passa pelo tirar da bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, olhar para a capa e apreciar o grafismo ou a mensagem envolta, a sonoridade dos graves e agudos mais puros, entre tantas outras coisas únicas neste centenário 'formato', são coisas que o CD disfarçaria mas não colmataria.

PC Jerónimo da Silva

publicado no Jornal 'O Portomosense' de 29/04/2010

fontes do texto: excertos de cosmeticas.org

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A fotografia aqui presente pertence ao trabalho feito por um grupo de jovens da freguesia

da Vitória da cidade do Porto.

Realizada em 2004 , esta obra reúne várias fotografias que resumem o quotidiano das pessoas da histórica freguesia da Vitória.

«Vitória : verso e reverso» : Obra publicada pelas edições "Afrontamento" , sob a direcção de Julian Germain , Murilo Godoy e Patrícia Azevedo .

 

Em Vinil Águas Mil !

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
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Bruno Nogueira, que já deu provas de ter tudo para talentoso humorista e apresentador, parece que estreou ontem o seu novo programa desta feita em formato 'talk show', RTP 1. Este é mais um daqueles artistas que quer queiram quer não, levarão sempre com o estigma de seguirem as pisadas do 'pai', tempos idos e bastante duradouros: O Grande Herman José.
Não sei como foi, não vi, simplesmente passou-me ao lado nem sei já porque, ou o que faria eu ontem àquela hora do programa em estreia. Mas desde sexta feira passada que me despertara a atenção para a mensagem implícita na foto destaque da revista e agora deste post, o que me levou a pega-la (na revista) de cima da mesa de café e a abri-la, na página respectiva, em cujo enunciado se pode Ler:
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"Em Portugal matam muitos programas à nascença"«
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Na entrevista à "TV" revista suplemento do jornal Correio da Manhã, o apresentador traz à baila o facto  do programa 'Lado B' ser na RTP 1, canal onde se pode trabalhar "sem a meta das audiências". E dei comigo abanando a cabeça, concordando, e recordando o que tenho para mim a propósito do já citado Herman, ou dos actuais agora "Gatos Fedorentos", ao desperceberem precisamente isso, e que ao terem dado o salto da RTP para a SIC (como poderia ter sido para a TVI), iniciaram aí, nesse preciso ponto, o definhar e arrastar, um queimar de imagem até o fatídico dia da falta de paciência para que haja alguém que os ature... (Esperto, esperto, vai sendo o Fernando Mendes, com o canal certo "Preço Certo")
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Voltemos à foto destaque: Espectacular, arte, subliminar! É o que verdadeiramente se pode chamar de "escrita com luz", assumindo aqui a matéria prima (a luz) o papel de tinta, descrevendo as formas e mensagem pelo obturador de uma câmara fotográfica enquanto "esferográfica". Lamento que me desiluda mais uma vez, um meio dos mídia "Grupo Cofina", ao não dar crédito e publicar, como manda a ética do sector,  o nome do autor do disparo, que teria gosto de credita-lo também eu aqui.
O resultado final está a vista, impresso. De tal forma magnifico que fez-me abrir uma revista que me escasseia de crédito, regra geral.
Melhor explicando: a simbiose entre 'o lado b' destacado no rótulo de uma bolacha preta, de um item outrora considerado morto, o vinil, mas agora novamente a entrar em voga conhecendo por esta altura um certo despertar para o milagre da ressurreição, inclusive por cada vez mais adeptos jovens cuja idade lhes roubara a oportunidade a experimentar do ritual envolto naqueles mistérios encobertos por uma rodela de plástico com 12 polegadas, vulgo LP... É coisa louvável, uma boa forma de complementar as ideias que já haviam sido escritas por aqui: ♫  oh vinil: Bem vindo sejas! Again...
PC Jerónimo da Silva
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