
O prémio do melhor livro estrangeiro Hyatt Madeleine coube a Gonçalo M. Tavares pelo seu último romance.
Uma justa recompensa.
A tradução de Viviane Hammy é fabulosa.
Nuno

O prémio do melhor livro estrangeiro Hyatt Madeleine coube a Gonçalo M. Tavares pelo seu último romance.
Uma justa recompensa.
A tradução de Viviane Hammy é fabulosa.
Nuno

Curiosamente, nesta época que antecede o Natal, várias compilações de grandes conjuntos que marcaram o passado foram editadas com acrescimentos novos : Quer musicais quer tecnológicos, pedindo novos suportes tecnológicos.
"Compra Aqui" cantava, pelo passado, o conjunto Portuense GNR.
The Beatles, David Bowie... fazem parte dos eleitos. Não os " The Doors" ! Porquê ?
Curiosamente, com ou sem Natal, as referências e as pesquisas quanto à "guerra das trincheiras" e à denúncia da guerra, em geral, vão surgindo com maior força.
O Soldado Esquecido ? Ou o medo do estalhiçamento da ideia da Europa e o regresso à "Barbarie" ?
Os "The Doors" são uma ponte musical entre o Surrealismo e a Psicanálise. Esta última é vincada, explicitamente, no conjunto da obra dos "The Doors".
Talvez seja esta diferença, entre o explícito e o implícito, o que incomoda ?
Foto : Libé/Mag, p. VI, 12 de Set de 2010
Nuno
Os catalães quando querem, esmeram-se.
Neste caso, a Juventude Socialista da Catalunha aplicou-se, estando a gerar controvérsia.
E nós por cá, como já tínhamos "um orgasmo futebolistico", fica outro de intervenção mais... cívica. De revirar os olhos!
(Que o futebol anda pela hora da morte)
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O álbum de Deolinda, "Dois selos e um Carimbo", está na moda em Paris. Foi citado em destaque nas páginas culturais do diário "Libération" de 13 e 14 de Novembro.
A representação ao vivo, sábado dia 15, no "Café de la Danse", bem perto da Praça da Bastille deixou entrever que o Fado se vai afirmando, uma vez liberto das amarras salazaristas.
Qual viola Portuguesa, qual guitarra Portuguesa e qual o quê ?
O Fado que já não é Fado vai recuperando a sua liberdade e a sua arte.
E tanto melhor !
Este post pde ser lido como a continuação de : "Estou Fadado / J'ai un coup de Blues"
Fonte : Libé, 14 e 15 de Nov de 2010, p. 23
Nuno

A nova geração apropriou-se da moda dos anos sessenta e dos códigos do Rockabilly.
As ideias de liberdade e de revolta dos anos sessenta começam a desenhar-se na moda e no vestuário dos jovens de 17 anos.
Mas a sociedade de consumo também se apropriou dessas mesmas ideias.
Para os jovens Parisienses, o Rockabilly é hoje uma espécie de "Postal-Paraíso" com os seus vinil vintage.
Foto : Next, 6 de Nov de 2010, p. 47
Nuno

Na grande entrevista que Catherine Deneuve deu à revista "Les Inrockputibles" ( 9 de Novembro de 2010 ), sobressai esta sentença sem apelo nem agravo :
"Para mim, o cinema nunca consistiu em contar, simplesmente, uma estória, filmando-a correctamente. "
Fonte e Foto : Les Inrockputibes, nº 779, p. 38
Nuno

Uma das carecterísticas essenciais, senão a primeira, do que é Humanidade é o culto dos mortos.
O culto dos mortos nada tem a haver com o ritual dos mortos nem com DeadBook !
Baleias e elefantes têm o seu cemitério ritual.
O culto dos mortos reenvia para uma memória que tem consciência para com o passado que se transfigura, por essência.
O rito dos mortos reenvia para gestos repetitivos passados e reproduzidos de modo instintivo com um passado que não se transfigura, por existência.
Melhor dizendo : O ritual não tem movimento ! O Culto sim !
Quando o luto se torna virtual, o que acontece com a nossa história pessoal ?
A memória dum ser desaparecido posta em linha, ainda é luto ?
Facebook precisa de clientes. E mesmo a morte se tornou um mercado.
DeadBook apresenta as caracteristicas da pessoa falecida em vida...
Diaporamas, vídeos... dos defuntos, mudados, transfigurados... ou não em função de quem elaborou o profil do defunto.
Para DeadBook : O que conta é a existência ! Não a essência !
E quando se esquece a essência... se esquece a humanidade e a memória da vivência.
A memória não é uma simples colecção de frases, fotos ou vídeos... DeadBook parece ser um obstáculo à realização do luto.
Foto : Cabeça-Troféu mumuficada Munduruku / Télerama hors série 2005, p.19
Nuno
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Durante anos, o Fado foi instrumentalizado pelo salazarismo que lhe roubou a sua história e memória.
Penso que o primeiro a dar de novo voz ao Fado, a lembrar que este é improvisão e variação foi Rão Kyão...
O que é certo é que, após o 25 de Abril de 1974, a sociedade Portuguesa, quer se queira ou não, nunca mais será estática.
A revista, Géo, publicação de grande difusão em França, apresenta, em destaque, nas suas escolhas musicais, o artista em vista : António Zambujo.
Nunca é fácil traduzir : Mas acho que a expressão Francesa bem educada, "J'ai un coup de blues", para exprimir estou triste e sem eira nem beira, em nada ficaria a dever à espressão Portuguesa "Estou Fadado" que ainda estará para inventar ? ....
Se o Blues é arte porque não o Fado ?
Segue em integralidade as escolhas de Emmanuelle Honorin, na revista Géo.
Leia-se o texto.
Fonte : Géo, out de 2010, p.138
Nuno
A eleição vitoriosa de Dilma teve uma cobertura mediática nos mass-média Europeus que se resumiu à pura e simples informação. Salvo erro meu, nenhum diário Europeu apontou para a significação geo-política que a eleição de Dilma representa.
O mapa vermelho e cor de rosa que se instalou na América do Sul / daí a entrada em transe dos repúblicanos norte-americanos e ataques contra Obama / ganha novas significações com a eleição de Dilma.
Dilma soube, perfeitamente bem, defender-se dos ataques das várias teocracias que a acusam de ser o chibo ( Despenalização do aborto, ...).
Todavia, dois dos estados mais populosos do Brasil, Minas Gerais e São Paulo, serão governados pela oposição. Estória a seguir ?
O Brasil, país continente, está a dar uma lição de democracia ao mundo !
Nuno

A publicação dum novo álbum de Picca e Erroc, "Les Profs", este é o décimo terceiro, é sempre um acontecimento cultural em França.
Talvez esteja a bater recordes ?
O novo álbum da citada Bd, acabado de sair, já está esgotado nas bancas.
A prancha, aqui, apresentada parece-me de actualidade.
Fonte : Prancha do álbum citado, p.32
Nuno