As edições "fata morgana" publicaram em 1980 um livro fora de série.
A tiragem foi de 750 exemplares . O que mostra na altura o pouco impacto ou a falta de conhecimento da cultura Portuguesa em França . E não me venham cá falar de Amálias e de Eusébios como embaixadores de Portugal. A tiragem fala só por si.
Este livro apresenta a Ode Marítima de Fernando Pessoa traduzida por Armand Guibert . Revestem ainda mais importância os dois prefácios de Armand Guibert . O primeiro foi escrito entre 1943-1955 e o segundo em 1980. Existe continuidade entre os dois prefácios. No segundo prefácio , Armand Guibert continua a afirmar que " Ode Marítima " não envelheceu.
A tradução é ilustrada por Vieira da Silva . (imagem em cima à direita)
Que mais pedir ?
Desde então a cultura Portuguesa tem ganho existência na sociedade Francesa . Fernando Pessoa foi publicado na prestigiada colecção " La Pleiade " .
As Aventuras Extraordinárias d'Adèle Blanc-Sec estão nas salas desde 14 de Abril .
Luc Besson apostou na realização duma trilogia para tratar os nove tomos da Bd criada por Tardi em 1976.
Acho que o filme está muito bom. Alia ritmo , efeitos especiais e uma fantasia poética fora do comum.
A aposta de Luc Besson é arriscada . Poderá guardar a mesma intensidade numa trilogia ?
Levar Adèle Blanc-Sec ao ecrã no âmbito duma trilogia não será fácil.
Considerada "A Tintin com saias / La Tintin en jupons", a personagem reenvia para os universos de Tintin e de Indiana Jones.
A nossa heroína foi criada por Tardi em 1976 . A sua vivência decorre entre 1911 e 1922. Amada pelos homens e odiada pelas mulheres , a personagem movimenta-se num Paris enigmático e misterioso.
Adèle Blanc-Sec não assiste à primeira guerra mundial. Vontade do criador sem duvida. Tardi recorrerá ao realismo, para nos apresentar álbuns duma grande qualidade sobre a guerra das trincheiras.
Como curiosidade fica que o nono álbum da série foi publicado após nove anos de silêncio.
A leitura de vários blogs Portugueses , no dia 25 de Abril , levou-me a pensar neste texto .
Parece-me que existe um desconhecimento do que foi o fascismo e também a falta de peças de arquivos me parece que não ajuda a entender o que foi este período sombrio da história de Portugal.
Em 24 de Abril de 1964 , o diário "Le Figaro " publica na sua capa um artigo que mostra o que foi o fascismo :
"Escândalo em Champigny sur Marne : Cerca de 10 000 operários Portugueses amontoados num bairro de lata sem a mínima higiene "
Vivia-se melhor num bairro de lata em França que no Portugal Fascista de Salazar ? Parece que sim .
Esta peça de arquivo foi publicada no fascículo que acompanha a obra de José Vieira , em dvd bilíngua :
" Gens du Salto : Mémoires de portugais qui ont fui vers la France dans les années 60 " .
" Gentes do Salto : Memórias de Portugueses que fugiram para França nos anos 60 ".
Já tive várias oportunidades de escrever sobre eles, no caso de Denzel Washington, de lhe manifestar meu assumido respeito e apreço enquanto grande actor que é, ou estreante no papel de realizador também.
Por estes dias, e quando se estreia mais um lançamento de arromba com Denzel num papel pouco caracteristico ("The book of Eli") - trabalho que muito entusiasmou ao actor - coube-me a vez de finalmente constatar na tela o antérior sucesso do afro-americano, verificando novamente que a supremacia desta dupla (Denzel/Scott) continua a funcionar qual relógio suíço na eficácia e precisão do que o público espera deles, sendo que Scoot acabou mesmo por interferir com a rodagem de "O livro de Eli" agora em estreia e realizado pelos irmaõs Hughes, pois insistiu em ter Denzel em "The Taking of Pelham 1 2 3" ao que Denzel acabou por ceder algo contrariado, envolvido que estava e entusiasmado com outro estilo de registo dos de Scot: "O Livro de Eli", ao qual dava primazia.
A relação Denzel/Scot acabou por ser mais forte, "safando-se" assim Scot em theTacking of Pelham 1 2 3 - o primeiro filme que me levou a criar e introduzir a etiqueta "cinema" aqui no COSMéticas. Que este estes dois estão aí para durar... eu já ví.
O filme de Maria de Medeiros "Capitães de Abril " marcou ou abriu uma página na história do cinema .
Não irei catalogar os prémios oficiais que esta obra teve porque são conhecidos. A estes prémios oficiais acrescentam-se os prémios dados pelo público (Arcachon , Cinnessone ...) .
E a opinião do público não deve ser desprezada.
A imprensa Francesa escreveu na altura da saída do filme que , "Capitães de Abril" , tinha rompido com a história do cinema Português. E que não era um filme Português , propriamente dito.
Eu concordo e acrescentaria o seguinte: A primeira longa metragem de Maria de Medeiros inaugura algo novo no cinema.
Ela é precursora da nova vaga que ilustra o sucesso de filmes como "Entre les Murs" e "Le Prophète".
Trata-se duma obra que sabe através da ficção expressar a realidade recorrendo a imagens de arquivos .
E talvez não seja um acaso se o diário Francês "Le Figaro" que nada tem de esquerdista (antes pelo contrário) tenha escolhido o filme de Maria de Medeiros como um dos doze filmes que esclarecem a História.
Maria de Medeiros soube realizar uma ficção que expressa o universal.
O blog de Jean Quatremer , " Coulisses de Bruxelles, UE " acaba de ser considerado um dos blogs mais influentes da blog-esfera Francesa. É actualmente o número um do " top ten " dos blogs Franceses nas áreas da política, da economia e do social .
É um blog que desde há muito tempo tem um link no Cosmeticas.org .
Querendo eu alargar e aqui apresentar com o devido tempo, uma-a-uma na sua respectiva "classificação da tabela" , aquelas que são tidas pelas mais populares, variadas e lúdicas das "artes" conhecidas, acho que me vou dispensar, nem que seja por agora, de começar pela primeira de todas: a Música (a tida pela 1ª arte).
Vou-me dispensar, porque será fácil noutras oportunidades, como já o tem sido aqui por outras alturas, dedicar mais um post a essa nossa etiqueta temática de arquivo. Depois há também que referir que a classificação de tais artes lúdicas, não é consensual, divergem algumas opiniões sobre a sua classificação, apesar de poucos ousarem, por exemplo, negar ao Cinema, a classificação de 'sétima arte'.
Certo! Toda a gente sabe qual é a sétima arte, ao menciona-la pela sua "7ª classificação" nem é preciso acrescentar ao que nos referimos. 7ª arte? Fácil: até o mais inculto dos homens saberá que se fala de cinema. Portanto, se há uma "sétima", quais, com que classificação na tabela, e com que ordem de grandeza (a existir tal coisa) são as outras "artes" ? - Eis a questão. Ou questões.
Permitam-me referir, mas é que o 'COSMéTICAS' gosta de estar para as artes, como sabemos que as artes gostam, e não passam, sem o seu quê de cosmética(s)...
Temo-nos concentrado em varias delas, desde Literatura, Cinema, Fotografia ou Banda Desenhada. Ao de leve, também já fomos ao teatro, e observamos a Pintura.
Pelo que querendo eu aqui tentar começar a dedicar alguns post e linhas nisso que se apelida e até se classificam por "Artes" , entrava hoje então não pela primeira, mas sim, por uma que penso que tem ficado um pouco esquecida. Pronto, okay, tentando redimir-nos, vamos então a ela, a 2ª das artes: Dança.
Continuaremos com estes temas, no entanto hoje fico-me por aqui, a titulo "artístico" e introdutório. Não sem antes referir, alguma das "maquilhagens e produtos de cosmética" que podem perturbar esta, como as demais e todas as belas artes: »A Fama« .
PS: Será por acaso, que boa parte dos grandes artistas que este mundo (tantas vezes cruel) já conheceu, até morreram pobres, cegos, surdos - literalmente ou não - e de certo modo, a grande maioria, anónimos? Pensa nisso, e entretanto preparem-se: aproxima-se a passos largos a comemoração, um pouco por todo mundo, dedicada a esta 2ª arte, "O Dia Internacional da Dança", comemora-se a 29 de Abril.
JamesCameron quer fazer um filme que mostra a sua oposição à barragem de Belo Monte.
O realizador de Avatar declarou à AFP : "Quero fazer um filme sobre a cultura dos Índios Kayapo e mostrar ao mundo o seu modo de vida em harmonia com a floresta " (Le Monde , 19-IV-2010 , p.18)
No mesmo diário , em 7 de Abril deste ano , o prémio Nobel de literatura , LeClézio declarou : " Sem contar com o seu impacto destrutor sobre a biodiversidade , a barragem terá consequências catastróficas sobre os grupos de índios isolados da região. "
Caso a barragem de Belo Monte se realize , será a terceira barragem do mundo em capacidade de produção : 11 000 MW .
Eu pergunto : Pode o Brasil , gigante da economia mundial , dispensar-se de tal realização ?
Bruno Nogueira, que já deu provas de ter tudo para talentoso humorista e apresentador, parece que estreou ontem o seu novo programa desta feita em formato 'talk show', RTP 1. Este é mais um daqueles artistas que quer queiram quer não, levarão sempre com o estigma de seguirem as pisadas do 'pai', tempos idos e bastante duradouros: O Grande Herman José.
Não sei como foi, não vi, simplesmente passou-me ao lado nem sei já porque, ou o que faria eu ontem àquela hora do programa em estreia. Mas desde sexta feira passada que me despertara a atenção para a mensagem implícita na foto destaque da revista e agora deste post, o que me levou a pega-la (na revista) de cima da mesa de café e a abri-la, na página respectiva, em cujo enunciado se pode Ler:
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"Em Portugal matam muitos programas à nascença"«
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Na entrevista à "TV" revista suplemento do jornal Correio da Manhã, o apresentador traz à baila o facto do programa 'Lado B' ser na RTP 1, canal onde se pode trabalhar "sem a meta das audiências". E dei comigo abanando a cabeça, concordando, e recordando o que tenho para mim a propósito do já citado Herman, ou dos actuais agora "Gatos Fedorentos", ao desperceberem precisamente isso, e que ao terem dado o salto da RTP para a SIC (como poderia ter sido para a TVI), iniciaram aí, nesse preciso ponto, o definhar e arrastar, um queimar de imagem até o fatídico dia da falta de paciência para que haja alguém que os ature... (Esperto, esperto, vai sendo o Fernando Mendes, com o canal certo "Preço Certo")
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Voltemos à foto destaque: Espectacular, arte, subliminar! É o que verdadeiramente se pode chamar de "escrita com luz", assumindo aqui a matéria prima (a luz) o papel de tinta, descrevendo as formas e mensagem pelo obturador de uma câmara fotográfica enquanto "esferográfica". Lamento que me desiluda mais uma vez, um meio dos mídia "Grupo Cofina", ao não dar crédito e publicar, como manda a ética do sector, o nome do autor do disparo, que teria gosto de credita-lo também eu aqui.
O resultado final está a vista, impresso. De tal forma magnifico que fez-me abrir uma revista que me escasseia de crédito, regra geral.
Melhor explicando: a simbiose entre 'o lado b' destacado no rótulo de uma bolacha preta, de um item outrora considerado morto, o vinil, mas agora novamente a entrar em voga conhecendo por esta altura um certo despertar para o milagre da ressurreição, inclusive por cada vez mais adeptos jovens cuja idade lhes roubara a oportunidade a experimentar do ritual envolto naqueles mistérios encobertos por uma rodela de plástico com 12 polegadas, vulgo LP... É coisa louvável, uma boa forma de complementar as ideias que já haviam sido escritas por aqui: ♫ oh vinil: Bem vindo sejas! Again...
O diário Francês " Libération " de 14 de Abril do ano em curso dedica um estudo de duas páginas ao trabalho precário em Portugal. Este parece decorrer do emprego e da generalização dos " Recibos verdes ".
O jornalista François Musseau escreve ( p. 31 ) que os " Recibos Verdes " foram criados para agradar às profissões liberais (médicos , advogados ...) em 1980 . Desde então , os " Recibos Verdes " instalaram a precariedade de emprego .
Quando li o artigo fiquei intrigado com a data. Em 1980 ? Há 30 anos ?
Fui consultar a Wikipédia e deparei-me com duas versões distintas. A versão Francesa cita a data de criação desta medida e aspectos técnicos (imposição fiscal , etc) . Já a versão Portuguesa não alude à data de criação , mas cita aspectos técnicos .
O artigo cita também a portuense Cristina de Andrade criadora do blog Ferve que denuncia o trabalho precário .
Não deixa de ser curioso a omissão da Wikipédia Portuguesa sobre a data de criação dos " Recibos Verdes ". Quem estava no poder em 1980?
Em contrapartida , tenho a certeza duma coisa : Se o assunto fosse a morfologia das borboletas , não haveria diferença de conteúdo.
"Muitos psicólogos e muitos psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato e a pedofilia, mas muitos outrosdemonstraram que há relação entre a homossexualidade e a pedofilia", disse o cardeal [Tarcisio Bertone], citado pela Reuters." - Salienta uma notícia sobre o tema na ordem do dia de ontem/antes-de-ontem.
O lobie gay não se fez esperar, e logo quis também esgrimir e ridicularizar o que dissera o N.º 2 do Vaticano. Observe-se por exemplo, aqui:
Vamos lá desmaquilhar mais este tema repleto de cosméticas... Porque o cerne da questão nesta disputa de argumentos, é outro, e portanto, o que faltou dizer, ou demonstrar - com o devido respeito: mais pedófilia, menos pedófilia - é que "O que há, é uma razão lógica entre a homossexualidade e o celibato. No meio disto, existem as vítimas, os mais fracos e inocentes" e nenhum daqueles dois lados, o do Vaticano, ou defesa gay, quis ir por aí... diria eu, pois a menos disso, então ambos agem de má fé, com assuntos melindrosos, porque parto do principio (de certo modo assumido) que os dois lados da barricada sabem (o Vaticano sabe-o, de certeza) mas omitem:
Durante muito, muito tempo, a homossexualidade, que ainda hoje é olhada pela sociedade de qualquer país como contra-natura, e quanto a mim, tem tudo para assim ser olhada, apesar de respeitada, acabou por ser para muitos rapazes que se sentiam oprimidos por tais factos, a descoberta ou o refúgio, empurrão, para a entrada e progressão nos seminários católicos, sendo que à tais pessoas / rapazes, pouco ou nada lhe diria, e custaria inclusive, a regra imposta do celibato. Até daria jeito - justificava-se o porque de não ter, nem nunca se lhe conhecer, mulher ou companheira(s).
Este raciocínio lógico, foi ao que cheguei pelo que me foi exposto por, um Padre, pároco local. Parecendo-me com argumentos, e eventualmente, conhecimento de causa, tão límpidos, cristalinos, quais água benta, essa era a explicação dada à alguns meses poucos, e depois de boas tertúlias, francas e abertas, sobre religião e religiões, e foi o que me justificava ele, perante minha questão colocada, "do porquê", quando as outras religiões - e são imensas as que têm este problema da pedofilia, falei duma delas aqui - o Porquê então de quando as outras religiões se lhes conhecem escândalos de pedofilia, a tendência dos criminosos é basicamente heterossexual, na Igreja Católica, contrariamente a tantas (são mesmo imensas) das demais, a pedofilia praticada é basicamente homossexual.